Legislativas Jerónimo: "O voto na CDU conta, e conta bem", para impedir maioria absoluta do PS

Jerónimo: "O voto na CDU conta, e conta bem", para impedir maioria absoluta do PS

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta sexta-feira que "o voto na CDU conta, e conta bem", para impedir uma maioria absoluta do Partido Socialista nas próximas eleições legislativas de 6 de outubro.
Jerónimo: "O voto na CDU conta, e conta bem", para impedir maioria absoluta do PS
Mário Cruz/Lusa
Lusa 06 de setembro de 2019 às 21:24

No discurso de abertura da 43.ª edição da Festa do Avante!, que decorre no Seixal, distrito de Setúbal, até domingo, o líder comunista alertou que "aqueles a quem a política de direita de sucessivos governos de PS, PSD e CDS serviu, os grandes interesses económicos e financeiros, já fizeram a sua aposta a pensar reverter o que se avançou".

 

"Derrotada a versão revanchista da política de direita em 2015, não desistindo dos seus objetivos, mas sem condições para os recuperar no imediato, querem hoje duas coisas: garantir a maioria absoluta do PS e, ao mesmo tempo, enfraquecer a CDU" - coligação que junta PCP e PEV, afirmou Jerónimo de Sousa.

 

Notando que estes agentes "colocam na concretização desses objetivos todo o seu arsenal e meios", o secretário-geral do Partido Comunista advogou que "ensaiam novas artificiosas bipolarizações, utilizando a mais ridícula e falsa argumentação para ocultar aquilo que é uma evidência". "O voto na CDU conta, e conta bem, para impedir a maioria absoluta do PS", vincou.

 

Falando na Quinta da Atalaia, numa intervenção junto ao Pavilhão Central, Jerónimo defendeu que "os portugueses, se querem ver o país a andar para a frente e impedir qualquer retrocesso, têm na CDU a força que o garante".

 

"Nós sabemos que tudo serve ao grande capital para tentar evitar o que, de facto, o inquieta - a CDU, a sua força, o seu peso na vida nacional. Eles não se enganam, é preciso que os trabalhadores e o povo não vão ao engano", salientou.

 

Na intervenção que marcou o arranque da 'rentrée' comunista, o líder do partido notou também que "é a lei da vida e os direitos não estão adquiridos para todo o sempre". Assim, a CDU apresenta-se como "a força que verdadeiramente pode fazer frente" ao "projeto do grande capital de retrocesso, agravamento da exploração, comprometimento dos direitos e do desenvolvimento do país".

 

"Por isso, é tão importante dar mais força à CDU [Coligação Democrática Unitária], para garantir que não se anda para trás", apontou Jerónimo de Sousa.

 

No final, aos jornalistas, defendeu que nas maiorias absolutas que se registaram no passado, independentemente do partido que liderava o executivo, a Assembleia da República foi sempre "desvalorizada e servia de caixa de ressonância".

 

Numa crítica ao Governo, o líder do PCP apontou que "esta legislatura ainda não acabou e o Governo já está a tentar dar o dito por não dito, por exemplo na gratuitidade dos manuais escolares, recusando, particularmente às crianças do primeiro ciclo, o direito a terem um livro novo".

 

Quanto aos últimos quatro anos, ficaram marcados por "avanços limitados e insuficientes, porque o Governo minoritário do PS persistiu em dar os pulsos às algemas da dívida e do défice, com todas as consequências no investimento público, na saúde, na educação e nos transportes".

 

Jerónimo de Sousa aproveitou também para criticar as "pretensões de uns e outros na abertura de portas a uma revisão constitucional e às leis eleitorais, que garantissem maiorias governativas com minorias de votos, falsificar a expressão da vontade popular e dificultar o surgimento de uma verdadeira alternativa política e de uma política alternativa".

 

Na ótica do líder do PCP, a CDU é portadora dessa política alternativa. "Sabemos quais são os grandes problemas do país e temos um programa e uma política com soluções para um Portugal com futuro", sustentou.

 

O secretário-geral comunista destacou, ainda, que a Festa do Avante! é "o maior evento político e cultural" do país, numa altura em que "se lança a ideia que já não se usa a mobilização e a participação política em iniciativas e comícios".




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