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Jerónimo de Sousa volta a "malhar" no PS e troça do "governo-sombra"

O secretário-geral do PCP voltou hoje a "malhar" no PS, troçou do plano socialista de ter um "governo-sombra", à espera de chegar ao poder em 2015, e defendeu que será "a luta" a derrubar o executivo PSD/CDS-PP.

Correio da Manhã
Lusa 15 de Setembro de 2013 às 22:16
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"Naturalmente, podemos malhar, com razão, no PSD e no CDS, mas podemos deixar o PS de fora? Podemos perguntar aqui à candidatura do PS, acabaram com algumas freguesias... vai dizer ?foi o (ex-ministro Adjunto Miguel) Relvas, foi o PSD e o CDS que fizeram isso'. Ai foram? Então não está escrito no tal pacto de agressão que o PS assinou, a redução e liquidação de autarquias?", afirmou Jerónimo de Sousa.

 

Em Aljustrel, depois de já ter criticado o homólogo "rosa", António José Seguro, em Serpa e de ter passado por Moura, o líder comunista reiterou a acusação de "tacticismo eleitoral" por parte do PS perante o "sofrimento de milhares de portugueses".

 

"Vimos o PS fazer o frete ao Presidente da República naquela coisa da salvação nacional e depois meter a viola no saco e nunca mais falar em demissão do Governo e em eleições. Antes pelo contrário, veio dizer aos portugueses que está a preparar um governo-sombra. A direita deve ter um medo desse governo-sombra que nem sabemos...", ironizou.

 

A Câmara Municipal de Aljustrel, um antigo "bastião" comunista foi ganha pelos socialistas 2009, por uma diferença de 2,28 por cento dos votos. A CDU, que congrega ainda "Os Verdes" e a Intervenção Democrática, vai tentar recuperar uma autarquia onde sempre governara desde 1976 através de Manuel Camacho.

 

"Nas horas más e nas horas boas", segundo Jerónimo de Sousa, "na defesa dos serviços públicos, dos interesses dos trabalhadores, reformados e pensionistas, quem esteve com os mineiros durante anos, quem estava era a CDU quem não estava eram os outros".

 

Para o secretário-geral comunista "este Governo sofreu um abanão do qual nunca mais recupera", apelando à união de todos os portugueses, especialmente os pensionistas, para continuarem os protestos.

 

"Só não foi (o Governo) ao charco porque lá se aguentou pela mão do Presidente da República e conseguiu cozer os cacos. Foi a luta que os fez tremer, recuar, que os fragilizou que os levará à derrota definitiva", afiançou.

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