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Jerónimo de Sousa contra "política de rapina" do Governo

O secretário-geral do PCP criticou hoje a "política de rapina" do Governo da maioria PSD/CDS-PP, que faz da Constituição da República Portuguesa "bode expiatório", sem deixar de fora o PS porque abriu caminho ao "pacto de agressão".

Correio da Manhã
Lusa 08 de Setembro de 2013 às 20:42

"É evidente que lançam o barro à parede. Exigem tudo para conseguir sempre muito. Este fatiar sistemático e implacável, quer dos rendimentos do trabalho, que dos seus direitos, é a institucionalização de uma descarada política de rapina e de exploração do trabalho, que tem de ser travada e revertida", afirmou Jerónimo de Sousa, no encerramento da 37.ª Festa do "Avante!", no Seixal, relativamente aos cortes anunciados na despesa do Estado.

 

O líder comunista, num discurso de cerca de uma hora, perante uma plateia de várias dezenas de milhares de pessoas, no palco 25 de Abril da Quinta da Atalaia, condenou o anúncio do executivo de Passos Coelho e Portas de "um novo ciclo, uma viragem na acção do Governo" por se passarem a "apresentar-se como os mais paladinos defensores do crescimento económico e do emprego".

 

"É preciso dizer com total clareza que não aceitamos que, em nome da crise, se possa invocar o direito de não cumprir a Constituição. Tal como não se pode aceitar que, em nome da obediência à 'troika', se possa instalar uma espécie de 'estado de sítio' não declarado ao país", continuou, referindo-se aos dois mais recentes 'chumbos' do Tribunal Constitucional.

 

O deputado do PCP classificou outro ano de funções do executivo, o segundo, como "uma governação de destruição e desastre nacional", na "aplicação do pacto de agressão de ruína do país e da vida dos portugueses que o PS e os partidos do actual Governo concertaram com o Fundo Monetário Internacional, União Europeia e Banco Central Europeu ['troika'], à revelia do povo".

 

"Têm muitas contas a prestar aos portugueses por esta sua errada e ilegítima decisão", afirmou, destacando que "21% da população portuguesa está a viver abaixo do limiar da pobreza", e que o Governo conta "com a conivência e apoio do PS em aspectos centrais".

 

Para o líder comunista, "é preciso dizer 'basta' à política da mentira e do cinismo".

 

"Pela mão dos governos do PS e de Sócrates já se desbravava o que o pacto de agressão veio consolidar (ataque às autarquias, escola pública, Serviço Nacional de Saúde, despedimentos e congelamento de salários na Função Pública) e que Passos (Coelho) e (Paulo) Portas se encarregaram de intensificar", considerou.

 

Jerónimo de Sousa não admite que "o PS, agora que se avizinham eleições, venha encher o ar de palavras contra o actual Governo quando, de facto, desenhou e caucionou a ofensiva em curso".

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