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Jerónimo de Sousa desvaloriza aumento do PIB

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desvalorizou o aumento do PIB de 0,9% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, lembrando que se não fossem as alterações metodológicas seria um "aumento rastejante".

Lusa 09 de Setembro de 2014 às 00:27
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"Eu não queria dizer isto, mas começamos a estar acostumados àquilo a que se chama manobras, alteração de critérios. Desta vez, em relação ao PIB, foi a alteração da metodologia", disse esta segunda-feira.

 

"Se não tem havido essa alteração metodológica, aquilo que aconteceria - tendo em conta a realidade do PIB hoje - seria um crescimento rastejante, incompatível com a necessidade absoluta que temos de produzir mais, de criar mais riqueza, tendo em conta o problema do défice e, fundamentalmente, o problema da dívida e do serviço da dívida. São dados estatísticos, mas o que se deve relevar é a metodologia alterada", acrescentou.

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa no segundo trimestre deste ano, que aumentou 0,9% do PIB face a igual período de 2013, com o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010).

 

Em declarações aos jornalistas durante uma visita à Festa das Vindimas, em Palmela, Jerónimo de Sousa aproveitou ainda para alertar para o aumento das importações, que, segundo disse, já representam "o triplo das exportações".

 

"Lembram-se daquela imagem que o ministro Paulo Portas usou, do porta-aviões das exportações, em que tudo era encaminhado para um aumento das exportações. Não é verdade, neste momento. Tem havido algum aumento do consumo interno, principalmente porque tiveram [o Governo] de devolver salários e pensões. A grande bandeira das exportações, comparando com as importações, já lá vai. O porta-aviões foi ao fundo", concluiu.

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