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João Semedo: "Apagão que televisões fizeram é um primeiro passo para reduzir pluralismo ao bloco central"

Um dos coordenadores do Bloco de Esquerda falou da derrota da direita nestas autárquicas. E fala numa campanha desigual com "o apagão" das televisões, que diz ser "o primeiro passo para reduzir o pluralismo".

Cátia Barbosa/Negócios
Negócios 30 de Setembro de 2013 às 00:49
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João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, fala numa derrota da direita que diz ter sido "brutal e generalizada". Falou na derrota do PSD mas também do CDS.

 

"Por muito maus autarcas que tenham o PSD e CDS e que tivessem sido os seus programas não são os autarcas nem os programas que justificam derrota da direita. Perderam porque quem perdeu foi o Governo e a política de austeridade, a política da troika".

 

João Semedo fala, ainda, de uma "instabilidade" na coligação, dando como exemplo o resultado do Porto. O PSD tinha um candidato, Luís Filipe Menezes, que foi derrotado por Rui Moreira, independente, mas que foi apoiado pelo CDS.

 

"Estes elementos serão importantíssimos na luta contra a direita, contra a troika, austeridade e memorando".

 

João Semedo, antes de falar dos resultados do seu partido, ainda falou, no discurso proferido, da "campanha mais desigual que todos nos defrontámos e disputámos. Nos meios, nos recursos, nos financiamentos. Mas foi uma desigualdade agravada pelo grande apagão de toda a controvérsia,do debate".

 

A Comissão Nacional de Eleições "tem as costas largas, mas as costas da CNE não explicam tudo. O apagão que televisões fizeram é um primeiro passo para reduzir pluralismo aos mínimos, ao pluralismo do bloco central". Para João Semedo houve "eleitores que só hoje perceberam que o Bloco de Esquerda foi a votos também".

 

Quanto aos três grandes objectivos do Bloco: eleger um vereador em Lisboa, reconquistar câmara de Salvaterra de Magos e derrotar o PSD no Funchal, João Semedo não quis falar do primeiro. É João Semedo o vereador que poderá ser eleito, mas não falou sobre isso porque os resultados ainda não estão apurados.

 

No caso de Salvaterra, o Bloco saiu derrotado. "Era uma batalha difícil", mas elogiou o trabalho feito pela presidente do Bloco. "Teremos de ver as razões deste insucesso". Assumiu que "derrotas são sempre derrotas", mas optou, também, por falar da forma empenhada como o Bloco participou em várias listas de cidadãos independentes que diz ter sido "um progresso enorme" em relação às anteriores eleições. Falou de Braga, Coimbra e Beja e dos "resultados extraordinários" que os independentes tiveram. 

 

Quanto ao Funchal, "tem um grande significado político não apenas para a Madeira mas para todo o país".

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