Economia João Cravinho: "Função do TC seria mais positiva se não tivesse à partida intenção de arrasar"

João Cravinho: "Função do TC seria mais positiva se não tivesse à partida intenção de arrasar"

João Cravinho elogia criação da unidade técnica de acompanhamento de projecto (UTAP) e diz que aguarda para ver melhor proposta do PS para criação de imposto sobre as PPP.
Maria João Babo 18 de setembro de 2012 às 14:14
“O Tribunal de Contas tem desempenhado uma função extremamente positiva. Mais positiva seria se não tivesse à partida a intenção de arrasar. E se tivesse mais objectividade”. João Cravinho, que respondeu hoje na comissão parlamentar de inquérito às PPP a questões relacionadas com a concessão a Fertagus, não hesitou em classificar o relatório de 2002 do TC neste caso como “extremamente infeliz”.

João Cravinho sublinhou que “podemos continuar a esperar muito do TC”, assim como que “haja atendimento às suas recomendações”.

Em sua opinião, o TC tem tido “acção positiva para alertar governantes e instituições quanto a erros, omissões ou necessidade de introduzir correcções”, mas acrescentou que o TC é “instrumento de acção humana”.

“Não quero descredibilizar o TC, mas o TC ainda tem muito caminho a fazer”, afirmou.

Sobre a criação da unidade técnica de acompanhamento de projecto (UTAP), este ano, João Cravinho disse ser “um bom passo em frente”. “A ideia não é boa, é excelente”, afirmou o ex-ministro, que acredita que poderia ser, ainda assim, possível ver esta questão de um ângulo mais profundo.

Já sobre a proposta anunciada pelo PS de criação de um imposto sobre as PPP, Cravinho disse “aguardar para ver melhor”.




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