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João Proença: "Com a UGT nunca haverá acordo" sobre a meia hora

A UGT aceita "discutir a questão dos feriados, férias e pontes", disse hoje o secretário-geral, João Proença.

Lusa 12 de Janeiro de 2012 às 15:50
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A UGT rejeitou hoje assinar qualquer acordo em sede de concertação social que contemple o aumento do horário de trabalho em meia hora, aceitando "discutir a questão dos feriados, férias e pontes", disse hoje o secretário-geral, João Proença.

"Com a UGT nunca haverá acordo com a meia hora. Aceitamos, em troca da meia hora, discutir a questão dos feriados, férias e pontes", mas "a UGT não troca a meia hora por nada, não aceita a desregulação do trabalho", disse o secretário-geral da UGT, João Proença, em conferência de imprensa na sede do sindicato, em Lisboa.

As declarações de João Proença surgem na semana em que foi cancelada a reunião de concertação social, que deveria ter ocorrido na quarta-feira e cuja data tinha sido fixada no último encontro, a 23 de dezembro, dia em que na CGTP abandonou o encontro em sinal de protesto.

A reunião de concertação social agendada para quarta-feira foi desconvocada na terça-feira a pedido da CIP -- Confederação da Indústria de Portugal, "por impossibilidade de agenda", confirmou à Lusa fonte oficial da confederação que representa os patrões.

Perante este cenário, o secretário-geral da UGT, João Proença, considerou que "tem havido uma péssima condução do processo" negocial e informou sobre a realização de uma conferência de imprensa para hoje sobre este tema.

A reunião de quarta-feira era encarada como fundamental para se alcançar um acordo entre o Governo, os patrões e a UGT, a única central sindical disposta a negociar com o Executivo. Também as alterações ao subsídio de desemprego deveriam ser discutidas na reunião de quarta-feira, uma vez que o Governo afirmou há uma semana, em Conselho de Ministros, que iria adiar a aprovação das novas regras, argumentando que tencionava aguardar pela próxima reunião em sede de concertação social.

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