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Jornalistas portugueses atacados no Iraque (act.)

Um grupo de jornalistas portugueses que seguia a caminho da cidade da Bassorá, no Iraque, foi hoje atacado por um grupo de homens armados. Uma jornalista foi ferida e um outro foi raptado.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 14 de Novembro de 2003 às 16:11
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Um grupo de jornalistas portugueses que seguia a caminho da cidade da Bassorá, no Iraque, foi hoje atacado por um grupo de homens armados. Uma jornalista foi ferida encontrando-se um outro desaparecido.

De acordo com a notícia emitida pela TSF, um jornalista desta estação da rádio, Carlos Raleiras, foi hoje raptado, encontrando-se em local desconhecido. Os raptores pedem 50 mil dólares (42,62 mil euros) pela libertação do português, de acordo com informação veiculadas entretanto pela SIC. O dinheiro deverá ser entregue na cidade de Bassorá.

Uma outra jornalista, Maria João Ruela, da cadeia televisiva SIC, foi baleada numa perna, tendo sido operada num hospital local, encontrando-se em situação estável. Rui do Ó, técnico de imagem que a acompanhava, escapou ileso do ataque.

O grupo de jornalistas hoje atacados encaminhava-se para Bassorá, na sequência da cobertura noticiosa da ida dos elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) para aquela cidade iraquiana.

O ataque ocorreu às 8h locais, atingindo sobretudo o primeiro jipe de um grupo de três, nos quais os profissionais de comunicação social portugueses se tinham distribuído.

O jipe onde se encontravam os jornalistas da SIC e da TSF foi assim o que sofreu as maiores consequências, já que o segundo – onde iam os repórteres da TVI e do Público – e o terceiro – onde se seguiam os profissionais da RTP e da Rádio Renascença – conseguiram escapar da abordagem do grupo armado.

Morais Sarmento, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, «lamenta os acontecimentos dos últimos dias e condena veementemente os ataques terroristas perpetrados contra os jornalistas portugueses», de acordo com nota emitida.

O ministro da Presidência está «a acompanhar atentamente a situação dos jornalistas portugueses no Iraque», depois de ter sido informado dos «últimos desenvolvimentos acerca do sequestro do repórter da TSF Carlos Raleiras, bem como, do evoluir do estado de saúde da repórter da SIC, Maria João Ruela».

O representante do Governo apela contudo, «a todos os jornalistas a desempenharem funções no Iraque, que tomem todas as precauções e que não corram riscos desnecessários», uma vez que, e «como mostram os acontecimentos dos últimos dias», os jornalistas continuam a «ser um alvo fácil do terrorismo internacional».

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