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José Lello defende “qualquer tipo de acordo com a coligação”

Acordo com a esquerda está fora de questão, defende José Lello. Em 1987, isso só ajudou à maioria absoluta de Cavaco Silva. O congresso do PS deve ser marcado para Março de 2016. E a contestação segurista “é fatal como o destino”.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 05 de Outubro de 2015 às 18:56
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José Lello, um dos deputados da ala mais próxima de José Sócrates, considera que o caminho correcto é "qualquer tipo de acordo entre o PS e a coligação. Tem de haver". Lello deixou críticas à posição de Jerónimo de Sousa, que lembrou que é possível um governo de esquerda. "Esta posição louca da CDU que agora quer ser governo com o PS… na campanha não queriam, quando foi o Orçamento Limiano também não quiseram", recorda, em declarações ao Negócios.

 

"Um governo à revelia dos resultados eleitorais é algo que não pode acontecer", defende, porque "para o PS se coligar tem que garantir um acordo estratégico mínimo que aborde questões como o euro, a NATO. São aspectos estruturais da vida do PS e o PS não pode fazer um acordo em que isso esteja em causa", analisa. "Era como fazer um acordo com forças que não aceitam a democracia partidária", exemplifica.

 

Lello recorda o que aconteceu em 1987. "Nesse ano o PS enveredou pela estratégia de outros partidos [PRD] para derrubar o Governo [liderado por Cavaco Silva]. O PS foi atrás, derrubou sem ter uma plataforma política, e a seguir Cavaco Silva teve maioria absoluta". Em suma, "o PS tem de ter cuidado".

 

Neste momento o PS "está numa posição estratégica relevante, tem um programa de garantia dos valores sociais, e tem todas as condições para assegurar isso porque será o fiel da balança" num consenso com a maioria.

 

Quanto à contestação da ala próxima de Seguro, "é fatal como o destino. Até pela forma como o anterior secretário-geral saiu". "Não é por acaso que o PS teve um resultado vergonhoso em Braga", destaca.

 

Congresso deve ser em Março de 2016

 

Para o deputado, há três aspectos que jogam a favor da manutenção de Costa à frente do PS. "Em primeiro lugar, não pode haver eleições nos próximos seis meses. O PS tem de ter uma liderança para negociar durante esse período", começa por dizer. Depois, "acabámos de ter eleições e não é o melhor momento". A terminar, "vamos ter as presidenciais em Janeiro".

 

"Tudo isto joga a favor de o PS ter uma liderança neste momento. Se entrasse num processo de discussão da liderança, isso ia durar meses e o PS deixava de ter protagonismo na solução institucional que se adivinha". Data para eleições no partido? "Depois de Março" de 2016, quando tomar posse o próximo Presidente. "O congresso deve ser convocado para essa altura, para refrescar ou legitimar a sua liderança".

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