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José Sócrates quis ter Passos Coelho como vice-primeiro-ministro

Ex-primeiro-ministro convidou o actual chefe de Governo para seu número dois, no auge da crise financeira. Mas Passos Coelho recusou.

Congelamento de pensões mínimas entre as cedências de José Sócrates
Negócios 24 de Outubro de 2013 às 10:03
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A notícia é avançada esta quinta-feira em manchete pelo “Público”: José Sócrates quis ter Pedro Passos Coelho, então apenas líder do PSD, como seu vice-primeiro-ministro. O convite foi feito por intermédio de Luís Amado, que desempenhava na altura as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros, a Ângelo Correia, presidente da Fomentinvest, onde Passos Coelho trabalhava. Sócrates e Passos conversaram, posteriormente, mas não houve acordo entre os dois.

 

Em entrevista emitida terça-feira na TSF, José Sócrates já havia admitido que convidara “duas ou três vezes” Passos Coelho para este fazer parte do seu Governo minoritário, ofertas que foram recusadas porque o social-democrata só quereria entrar no Executivo para mandar. De acordo com o jornal, estes contactos aconteceram quando Portugal experimentava dificuldades acrescidas de financiamento nos mercados, após as crises grega (Maio de 2010) e irlandesa (Novembro do mesmo ano).

 

O “Público” não explica como é que apurou que o convite endereçado a Passos Coelho especificava que o cargo oferecido era o de vice-primeiro-ministro. O jornal cita Ângelo Correia a confirmar que intermediou as conversas entre Sócrates e Passos Coelho, perguntando ao actual primeiro-ministro se estaria disponível para integrar um governo de unidade nacional. “Sei que ele pouco depois falou com o engenheiro Sócrates”, acrescentou Ângelo Correia.

 

Luís Amado terá, inclusive, colocado o seu lugar à disposição, o que poderia ter facilitado a entrada de Passos Coelho no Executivo, uma informação que o actual presidente não-executivo do Banif – onde, curiosamente, Passos Coelho disse não ter amigos – não confirmou.

 

Já em 2009, logo após ter sido eleito, Sócrates convidou Manuela Ferreira Leite, que liderava o PSD, para integrar o Governo minoritário que saiu das urnas, um convite sem significado particular para a ex-ministra das Finanças. “Ele convidou toda a gente”, disse ao “Público”, acrescentando que este convite foi gesto que não teve “qualquer significado”.

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