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José Sócrates diz que Orçamento "abriga" o País da "turbulência"

O primeiro-ministro, José Sócrates, reiterou que o Orçamento do Estado (OE) para 2011, em negociações hoje no Parlamento, "defende" e "abriga" o País da "turbulência" e das "tempestades financeiras".

Lusa 23 de Outubro de 2010 às 22:59
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Sócrates, na qualidade de secretário-geral do PS, participou esta tarde no congresso da Federação Distrital do PS de Vila Real, que se realizou em Santa Marta de Penaguião.

O líder do Governo recusou falar aos jornalistas, mas no seu discurso frisou que este é o Orçamento que "o País precisa”.

“Com medidas difíceis, sim, mas que pretende colocar Portugal fora da crise da dívida soberana. É um orçamento que exige coragem, decisão, vontade, energia, mas este é o momento para que todos aqueles que ocupam lugares de responsabilidade respondam também perante o futuro do país”, sublinhou.

Num discurso em que repetiu várias vezes as palavras “confiança” e “responsabilidade”, José Sócrates recorreu à história do partido para referir que o PS não teme tomar as medidas necessárias para ultrapassar os problemas, dando como exemplo o antigo primeiro-ministro Mário Soares.

“Dar o nosso melhor para tomarmos as medidas e conduzirmos o país a um final de 2011 em que esteja protegido dessa crise financeira internacional e em que vejamos assegurado o financiamento da nossa economia”, sublinhou.

Considerou ainda ser de uma “desonestidade intelectual total” falar dos problemas portugueses como “se eles se pudessem autonomizar da grave crise financeira e internacional e económica” que se vive há dois anos e que é a pior dos últimos 80 anos.

Relativamente à revisão constitucional, José Sócrates classificou como “absolutamente lamentável” que esses projectos “não disfarcem uma tentativa da desforra da direita para com o Estado Social”.

“O que o projecto de lei de revisão constitucional da direita política em Portugal espelha é a desforra que pretende obter do Estado tendo como pano de fundo ou desculpa a crise internacional”, salientou.

Já de manhã, também em Santa Marta de Penaguião, Pedro Silva Pereira falou em expectativas “positivas” por parte do Governo, do PS e do país, quanto à viabilização do Orçamento do Estado.

“As expectativas são positivas de que podemos ter rapidamente a notícia de que este Orçamento é viabilizado no Parlamento e isso acrescentará confiança na economia portuguesa por parte dos mercados e instituições internacionais”, salientou o dirigente socialista e ministro da Presidência à comunicação social.

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