Empresas Jovens socialistas rejeitam transformação da TAP em "TAL(isboa)"

Jovens socialistas rejeitam transformação da TAP em "TAL(isboa)"

A Federação do Porto da Juventude Socialista “recusa aceitar que a TAP se transforme em TAL(isboa) e arredores”, cenário que atribui aos “instintos centralistas”, reclamando do Governo que “assuma os interesses nacionais”, colocando “termo à presente indefinição”.
Jovens socialistas rejeitam transformação da TAP em "TAL(isboa)"
Rui Neves 17 de fevereiro de 2016 às 16:00

O Governo socialista de António Costa conta também com a oposição dos jovens socialistas do Porto ao abandono de algumas rotas internacionais da TAP a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.  

 

A Federação do Porto da Juventude Socialista (JS) "recusa aceitar que a TAP se transforme em TAL(isboa) e arredores, mais uma vez consequência dos instintos centralistas que frequentemente nos assolam, e reclama que o Governo assuma os interesses nacionais de uma forma clara e frontal, colocando termo à presente indefinição", desafia a organização, em comunicado.

 

Para a Federação do Porto da JS, a recuperação de metade do capital da companhia por parte do Estado "permite que recuperemos um papel fulcral nas decisões estratégicas da TAP, pelo que devemos retomar um debate sério e transparente sobre o seu futuro".

 

Como pano de fundo, recorda "a suspensão de ligações directas que rondavam uma ocupação média de 90%, bem como a previsão da criação de uma ligação directa Vigo-Lisboa", considerando que ambas as medidas "são extremamente preocupantes e representam novo desinvestimento no Aeroporto do Porto".

 

"São menos quatro rotas nas já escassas dezasseis exploradas pela TAP a partir do Porto, em contraposição com as cerca de cem a partir de Lisboa. São menos 190 mil passageiros que reforçarão os já cerca de três milhões que apenas passam pelo Aeroporto de Lisboa em trânsito para outros destinos", contabiliza.

 

Trata-se de decisões que foram tomadas "sem que se tenham estimado e contabilizados os impactos económicos e sociais na região, feitas com base apenas nos custos financeiros para a companhia e, portanto, inaceitáveis", sublinha a organização liderada por Hugo Carvalho.

 

"A TAP está há muito a abandonar o Porto e o que vemos é o apressar de um passo que a integral privatização teria tornado irreversível", conclui.

 




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