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JP Morgan responde a Papa Francisco: "Pobreza não é um fenómeno contemporâneo"

James Glassman, economista do JP Morgan, responde às recentes críticas do Papa Francisco ao "capitalismo sem limites", afirmando que "as economias de mercado estão a fazer mais para curar a pobreza mundial do que quaisquer outros esforços no passado".

Reuters/Dylan Martinez
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 02 de Dezembro de 2013 às 18:01
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James Glassman (na foto em baixo), economista do banco norte-americano JP Morgan, responde ao Papa Francisco dizendo que a “pobreza não é um fenómeno contemporâneo” e que as economias de mercado estão a fazer mais para pôr fim à pobreza ao nível mundial do que todos os esforços que foram desenvolvidos no passado para erradicar a pobreza.

 

Numa nota de "research", na qual nunca refere o nome do Papa Francisco, Glassman afirma que "os que estão preocupados com a pobreza mundial têm, actualmente, mais [motivos] para estar gratos do que para se queixarem". "As queixas habitualmente ouvidas e que apontam que os sistemas económicos falharam em ajudar os mais pobres ignoram alguns factos fundamentais”, escreveu Glassman na nota de "research" citada pela "Business Insider".

 

A 26 de Novembro, o Papa Francisco criticou o capitalismo sem limites como "uma nova tirania" e advertiu que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão", de acordo com o jornal "Público".

 

Nesta exortação apostólica, de título Evangelii Gaudium" ("A alegria do Evangelho"), o Papa Francisco "apelou aos políticos para que garantam a todos os cidadãos 'trabalho digno, educação e cuidados de saúde', e aos ricos para que partilhem a sua fortuna".

 

"A pobreza não é um fenómeno contemporâneo. As economias desenvolvidas ainda estão a recuperar de uma recessão profunda e a seu tempo irão atingir todo o seu potencial. Isto é a razão das políticas dos bancos centrais continuarem a ser tão estimulantes", acrescenta.

 

O economista do banco norte-americano prossegue sustentando que aqueles que foram afectados pela recessão vão recuperar à medida que as economias desenvolvidas começarem a crescer. Além disso, e "apesar dos problemas cíclicos das economias desenvolvidas, o padrão médio de vida ao nível mundial está num nível recorde".

 

"Por outras palavras, as economias de mercado estão a fazer mais para curar a pobreza mundial do que quaisquer outros esforços no passado", salienta ainda.

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