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Julgamento de Berlusconi adiado em véspera de aprovação de imunidade

O julgamento em que Sílvio Berlusconi responde por acusações de alegada corrupção foi hoje interrompido por necessidades de agenda do primeiro-ministro italiano.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 17 de Junho de 2003 às 17:53
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O julgamento em que Sílvio Berlusconi responde por acusações de alegada corrupção foi hoje interrompido por necessidades de agenda do primeiro-ministro italiano. O Parlamento de Itália, que a coligação liderada por Sílvio Berlusconi controla, deverá amanhã aprovar uma lei que permite a imunidade do governante.

O Tribunal de Milão adiou hoje a sessão de julgamento em que Sílvio Berlusconi responde como arguido a acusações de alegada corrupção.

O julgamento, contudo, teve que ser adiado após o primeiro-ministro italiano ter testemunhado durante uma hora, já que o governante solicitou aos três juízes presentes que o dispensassem o resto da sessão.

Sílvio Berlusconi tinha hoje de encontrar-se com o presidente cessante da UE, o primeiro-ministro grego Costas Simitis. A Itália recebe da Grécia a presidência rotativa da UE no final deste mês.

A continuação do julgamento de Sílvio Berlusconi, que nos últimos dois meses já deu o seu depoimento duas vezes, ficou assim marcada para o próximo dia 25 de Junho.

Até lá, muita coisa pode contudo mudar. É que amanhã, 18 de Junho, o Parlamento italiano revê a lei que inclui uma medida de imunidade parcial. A alteração legislativa permite a protecção daqueles que detêm cargos de alta responsabilidade na Itália, incluindo o primeiro-ministro, de acusação criminal.

A coligação partidária de centro-direita «La Casa delle Libertà» liderada por Sílvio Berlusconi controla 55% das duas câmaras do Parlamento italiano.

A proposta tem de ser aprovada pelo presidente da República Italiana, Carlo Azeglio Ciampi, para tornar-se lei. Mas o facto de o decreto que visa a imunidade ter sido formulado como lei ordinária em vez de constitucional, de forma a acelerar a sua passagem pelo Parlamento, poderá contudo encontrar a contestação do Tribunal Constitucional da Itália.

O que não impedirá, que amanhã, os advogados do primeiro-ministro, Nicolo Ghedini e Gaetano Pecorella, como membros do Parlamento que são, mais especificamente do comité de justiça da câmara baixa do parlamento, estejam presentes na votação sobre o projecto-lei relacionado com a imunidade política na Itália.

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