Zona Euro Juncker admite erros no resgate à Grécia

Juncker admite erros no resgate à Grécia

Depois do relatório do FMI revelar que a maior parte dos objectivos definidos para o programa de assistência financeira à Grécia não foram atingidos, também agora o antigo presidente do Eurogrupo reconhece os erros cometidos no resgate.
Juncker admite erros no resgate à Grécia
Inês Balreira 11 de junho de 2013 às 15:28

Jean-Claude Juncker reconheceu esta segunda-feira, durante uma visita à Grécia, que foram cometidos erros no resgate do país. As afirmações de Juncker, que na altura do resgate assumia a presidência do Eurogrupo, surgem poucos dias depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgar um relatório onde apontava as falhas do programa.

 

O agora primeiro-ministro do Luxemburgo considera que tanto a União Europeia (UE) como o FMI estavam “bastante optimistas” nos primeiros tempos do programa de resgate.

 

“É verdade que as questões apontadas pelo FMI são importantes”, afirma Juncker. “Houve erros. Mas quem não cometeria erros perante a situação em que a Grécia estava”, afirmou o antigo líder do Eurogrupo durante uma conferência de impresa conjunta com o primeiro ministro da Grécia, Antonis Samaras.

 

Porém, Juncker reitera que os dois resgates, no valor de 240 mil milhões de euros, cumpriu o seu “objectivo básico” – assegurar a manutenção da Grécia na Zona Euro. O ex-presidente do Eurogrupo afastou ainda a hipótese de a Grécia abandonar a divisa comunitária e considerou que os progressos feitos no país helénico são “impressionantes”. Há, contudo, ainda trabalho a fazer, acrescentou.

 

Na última semana, o FMI deu a conhecer um relatório onde faz um balanço do primeiro resgate da troika à Grécia e aponta as principais falhas no programa de ajustamento. No documento, o FMI refere o não cumprimento dos principais objectivos, admite erros de avaliação e mesmo a violação de regras internas da própria entidade. O FMI reconhece ainda que, em condições normais, a Grécia não cumpriria a condição central para receber assistência financeira de Washington, uma vez que a situação económica financeira e orçamental do país apontava para a inevitabilidade de uma reestruturação da dívida pública.

 

Além de Juncker, também uma delegação de técnicos da troika está de visita à Grécia para mais uma avaliação dos progressos das reformas estruturais que estão a ser implementadas.




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