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Juncker adverte para possível escalada dos conflitos na Europa

O ex-líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, advertiu domingo que os conflitos na Europa se podem agravar e avisou que no actual cenário a "questão da guerra e da paz" não deve ser excluída.

Lusa 11 de Março de 2013 às 07:36
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"Quem pensa que a questão da guerra e da paz já não se coloca pode estar rotundamente enganado", considerou o primeiro-ministro luxemburguês em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel.

 

Ao pronunciar-se sobre a actual crise europeia, Juncker referiu detectar "muitos paralelismos com 1913, um período em que todos pensavam que nunca mais haveria uma guerra na Europa". E concretizou: "É impressionante reconhecer como a situação europeia em 2013 se assemelha com a registada há 100 anos". 

 

Para Juncker, os primeiros sinais foram detectados no decurso das campanhas eleitorais na Grécia e Itália. "De repente, surgiram ressentimentos que julgávamos terem desaparecido para sempre", considerou.

 

O ex-líder do Eurogrupo lamentou que as campanhas eleitorais nos dois países do sul fossem "excessivamente" antialemãs e antieuropeias, mas sem deixar de reconhecer que, no caso da Grécia, "a forma como alguns políticos alemães se referiram ao país deixou feridas profundas na sociedade grega". 

 

Juncker frisou a propósito que a saída da crise apenas será possível com "maior união" entre todos os países do espaço europeu.

 

O ex-responsável europeu revelou ainda que vai apoiar a chanceler alemã durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas de Setembro na Alemanha, e disse pretender que Angela Merkel se mantenha no poder.

 

"Pediram-me para participar e já aceitei. Sinto-me muito ligado à chanceler e à CDU [a União Democrata-Cristã, liderada por Merkel]".

 

Na entrevista, chefe do Executivo luxemburguês assegura ainda que não ambiciona suceder a Herman Van Rompuy na presidência do Conselho Europeu. "Aqui, e claramente, afirmo excluir essa hipótese", disse.

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