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Juncker diz «quase certo» que não vai haver acordo sobre Orçamento da UE

Os governos da União Europeia não devem chegar a acordo em relação ao orçamento comunitário para 2007-2013. O actual presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que está «quase certo» que os estados-membros não vão chegar a acordo na cimeir

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Junho de 2005 às 11:59
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Os governos da União Europeia não devem chegar a acordo em relação ao orçamento comunitário para 2007-2013. O actual presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que está «quase certo» que os estados-membros não vão chegar a acordo na cimeira de Bruxelas agendada para amanhã e sexta-feira.

O responsável afirmou que a proposta que vai apresentar amanhã aos líderes europeus não se diferencia muito da actual, não aumentando os recursos mas, apesar de admitir que a proposta não é do agrado do Parlamento, considerou que «parece uma solução aceitável por todos».

A proposta de congelamento do «cheque britânico» ao nível de 2003 vai manter-se para ser reduzido mais tarde.

Jean-Claude Juncker disse ainda que «há 24 países que pensam que não se pode continuar com o cheque sem correcções importantes», acrescentando que «o Reino Unido não é o único país que pode argumentar que está numa situação especial (?) há também a Suécia, a Alemanha e a Holanda» que são contribuidores líquidos e querem algumas correcções.

A discussão do orçamento comunitário surge depois do fracasso dos referendos à Constituição Europeia por parte da França e da Holanda. O facto de não se conseguir chegar a acordo sobre o assunto representa mais um «abanão» político, numa altura em que a união política está enfraquecida depois dos chumbos francês e holandês à constituição.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou ontem à noite, a «pelo menos uma pausa» no processo de ratificação da Constituição europeia, a fim de se evitar uma multiplicação das rejeições.

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