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Juncker promete fazer frente a Blair na corrida à presidência da UE

O primeiro-ministro luxemburguês, presidente do Eurogrupo e decano dos líderes europeus, fará frente a Tony Blair na corrida à presidência da União Europeia. Em entrevista ao "Le Monde", Jean-Claude Juncker dá pela primeira vez indicações concretas de que ponderará seriamente aceitar estrear uma das principais inovações do Tratado de Lisboa.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 12:43
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O primeiro-ministro luxemburguês, presidente do Eurogrupo e decano dos líderes europeus, pode vir a fazer frente a Tony Blair na corrida à presidência da União Europeia (UE).

Em entrevista hoje publicada no “Le Monde”, Jean-Claude Juncker dá pela primeira vez indicações muito concretas de que, se o convite lhe for dirigido pelos seus pares, ponderará seriamente aceitar estrear uma das principais inovações no modelo de governação da União, introduzidas pelo Tratado de Lisboa.

“Se me perguntarem, não terem motivos para recusar ouvir a proposta”. A condição de partida que impõe é que o cargo ofereça um espaço de manobra capaz de projectar uma visão "ambiciosa" do projecto europeu.

O preferido de Lisboa

Reconduzido em 2009 no cargo de primeiro-ministro do Grão-Ducado onde um terço da população activa é portuguesa ou luso-descendente, Juncker é desde há algum tempo dado como candidato possível à presidência do Conselho Europeu, previsto no Tratado de Lisboa. Nos corredores do Palácio nas Necessidades, o nome dele foi desde sempre o preferido.

Apesar de a entrada em vigor do Tratado de Lisboa ainda estar rodeada de alguns “ses”, a corrida aos novos cargos – presidente permanente (mandato máximo de cinco anos) e de MNE europeus – entrou em velocidade cruzeiro, devendo ser um dos pratos fortes da cimeira extraordinária que terá lugar em Bruxelas nesta quinta e sexta-feiras.

Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, continua a ser dado como o favorito. Mas conta com a oposição frontal do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e com a fraca simpatia da Alemanha. Contra Blair corre o apoio inequívoco que deu a George Bush de invadir o Iraque sem o aval das Nações Unidas, e ainda a circunstância de ser oriundo de um dos países mais eurocepticos, que não pertence nem à Zona Euro, nem ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas.

Na bolsa de apostas há, por isso, vários outros nomes, como os de Jan Peter Balkenende, ex-primeiro-ministro holandês, e o de Paavo Lipponen, ex-primeiro-ministro da Finlândia que confirmou na semana passada ter sido sondado.

Mas, caso decida avançar, Jean-Claude Juncker é o candidato de maior peso. As “lutas” europeias têm, no entanto, recorrentemente confirmado que muitas vezes quem fica pelo caminho são os pesos pesados: os candidatos à partida mais débeis, porque geram menos anticorpos, são frequentemente quem cortam a meta.
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