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Juros das obrigações portuguesas voltam a subir

Depois da queda de ontem, a dívida pública portuguesa volta hoje a subir. Apenas os juros das obrigações portuguesas a cinco anos estão em queda. Os investidores continuam a revelar-se receosos em relação à aprovação e implementação do plano de resgate à Grécia, temendo os efeitos de contágio desta crise a Portugal.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 10:47
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Depois da queda de ontem, a dívida pública portuguesa volta hoje a subir. Apenas os juros das obrigações portuguesas a cinco anos estão em queda. Os investidores continuam a revelar-se receosos em relação à aprovação e implementação do plano de resgate à Grécia, temendo os efeitos de contágio desta crise a Portugal.

No passado domingo, foi aprovado pela Zona Euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de três anos, no valor de 110 mil milhões de euros, para salvar a Grécia de um cenário de incumprimento que parecia cada vez mais próximo.

Este desenvolvimento acalmou ontem o mercado da dívida pública grega e portuguesa. Hoje, os investidores voltam a exigir taxas de juro mais elevadas para adquirirem obrigações portuguesas.

As rendibilidades associadas à dívida pública portuguesa a dois anos estão a subir 19 pontos base para os 3,779%. Já a “yield” a dez anos avança quatro pontos base para os 5,144%. Apenas o juro das obrigações portuguesas a cinco anos segue em queda, descendo dez pontos base para os 4,546%.

As “yields” gregas apenas sobem no prazo mais curto, com os restantes prazos a manterem a trajectória descendente, mas mais moderada do que ontem. A dez anos, as rendibilidades associadas à dívida grega recuam seis pontos base para os 8,416%, enquanto a cinco anos, os juros cedem seis pontos base para os 10,274%. Já os juros da dívida grega a dois anos sobem 38 pontos base para os 10,571%.

As “yields” das obrigações alemãs seguem em queda em todos os prazos. A taxa de juro exigida para a compra de obrigações alemãs a dois anos cai seis pontos base para os 0,744%. A cinco anos, a “yield” cede também seis pontos base para os 1,951%. A dez anos, o juro desvaloriza cinco pontos base para os 3,007%.

Detse modo, o "spread" da dívida portugues a 10 anos volta a superar os 210 pontos base.

Apesar do acordo para impedir a Grécia de entrar em incumprimento, os investidores continuam a revelar alguns receios em relação à implementação do mesmo e aos riscos de contágio a outros países periféricos da Zona Euro, como é o caso de Portugal.

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