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Juros de Espanha sobem em emissão de dívida de curto prazo

O Tesouro espanhol colocou no mercado 3,877 mil milhões de euros em dívida de curto prazo, próximo do máximo previsto, mas sentiu um agravamento dos juros face à anterior emissão comparável.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 21 de Dezembro de 2010 às 10:24
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O Estado espanhol continua a sentir um agravamento dos custos de financiamento. No último leilão de dívida pública deste ano, o “Tesoro” vendeu 3,877 mil milhões de euros em “letras”, o equivalente aos bilhetes do Tesouro portugueses.

Os juros subiram em ambas as maturidades, tanto a três meses como a seis meses. No prazo mais curto, ao qual foram alocados três mil milhões de euros, a taxa média dilatou-se para os 1,804%, contra 1,743% no anterior leilão comparável.

Foram também vendidas “letras” a seis meses, cerca de 877 milhões de euros, sendo que também aqui os juros subiram para cerca de 2,6%.

A procura superou a oferta em mais de duas vezes no leilão principal – a três meses –, enquanto que superou em mais de cinco vezes a oferta no leilão a dois meses, o que se justifica pelo forte pendor do leilão duplo para a maturidade mais curta.

O “Tesoro” procurava colocar no mercado entre três e quatro mil milhões de euros no conjunto das duas maturidades.

O Estado espanhol já obteve a liquidez para 2010 há várias semanas, estando agora a pré-financiar-se para o próximo ano.

Elena Salgado, durante uma entrevista na estação pública epanhola, afirmou que o país não terá problemas de financiamento no próximo ano. A ministra das Finanças adiantou ainda, segundo a Bloomberg, que a Moody’s “exagerou” na avaliação que fez da banca espanhola e que deveria reconhecer a força do sistema financeiro do país.

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