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Juros na Zona Euro deverão superar os 4% em 2007

O Banco Central Europeu (BCE) deverá continuar o ciclo de subida de juros para a Zona Euro, iniciado em Dezembro de 2005, durante 2007, elevando a taxa de referência acima dos 4% caso a economia mantenha a actual tendência e a inflação continue a aumentar

Paulo Moutinho 18 de Setembro de 2006 às 14:08
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O Banco Central Europeu (BCE) deverá continuar o ciclo de subida de juros para a Zona Euro, iniciado em Dezembro de 2005, durante 2007, elevando a taxa de referência acima dos 4% caso a economia mantenha a actual tendência e a inflação continue a aumentar.

De acordo com um responsável sénior da autoridade monetária contactado pela agência Reuters, a taxa de referência do BCE, actualmente nos 3% depois de quatro aumentos consecutivos, deverá atingir "pelo menos" 4% no final do próximo ano, assumindo que o cenário económico se materialize.

"Prevejo que continuemos a subir os juros para lá dos 3,5%", acrescentando o mesmo responsável que "o BCE deverá aumentar a taxa de referência para os 4% no final de 2007", antes da apelidada "output gap" – a diferença entre o crescimento actual e a taxa de expansão que impulsiona a inflação – "se fecho no início de 2008".

Até agora, os responsáveis da autoridade têm dado indicações claras ao mercado de que poderão elevar a taxa de referência até aos 3,5% no final de 2006.

Além disso, têm também, e cada vez mais, deixado em aberto a possibilidade de mais ajustes ao preço do dinheiro, assumindo que as perspectivas de crescimento económico para 2007 não sejam desfeitas.

Quatro responsáveis do BCE afirmaram à Reuters que as projecções económicas para Dezembro irão ter um papel no pensamento dos membros do conselho de governadores do Banco Central.

Outro responsável afirmou à agência que as perspectivas para os juros no próximo ano não são claras e que alguns membros do conselho de governadores querem evitar elevar a taxa de referência para um nível que possa vir a "sufocar" a economia.

Uma queda sustentada dos preços do petróleo poderá reduzir as pressões inflacionistas e os economistas ainda estão divididos quanto ao impacto do aumento do IVA na Alemanha (de 16 para 19%) no crescimento económico e na inflação.

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