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Kadhafi garante que não desiste e que vai morrer como mártir

O líder líbio acusa os países árabes de estarem a trair a Líbia e garante que os jovens do país estão a ser instrumentalizados por pessoas que estão fora do país.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 16:39
Numa intervenção em directo na estação estatal Líbia, Kadhafi garantiu que não tem intenção de abandonar o poder. "Qualquer revolução significa sacrifícios até morrer", afirmou o líder líbio, que manifestou estar disposto a morrer como um mártir.

Kadhafi, que governa o país desde o golpe de estado que liderou em Setembro de 1969, acusou os países árabes de estarem a trair a Líbia e as estações de televisão árabes de estarem a "servir o diabo".

Muammar Kadhafi acredita ainda que os jovens envolvidos na revolta estão a ser instrumentalizados por pessoas que estão fora da Líbia e que lhes estão a fornecer droga.

A intervenção de Kadhafi decorreu nas ruínas de um palácio destruído por um bombardeamento norte-americano realizado a 15 Abril de 1986. Este local nunca foi reconstruído e permaneceu como símbolo contra a "invasão estrangeira".

O bombardeamento norte-americano, ordenado pelo então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, ocorreu na sequência de um ataque terrorista à discoteca La Belle, em Berlim Ocidental, a 5 de Abril de 1986.

O ataque matou uma mulher turca e dois militares norte-americanos e feriu 230 pessoas, incluindo mais de 50 militares norte-americanos. Dias mais tarde, os Estados Unidos revelaram ter tido acesso a comunicações de agentes líbios na Alemanha Oriental que os envolviam no ataque à discoteca.

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