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Krugman: Plano da UE irá colocar em apuros aqueles que ainda não estão

O laureado com um Nobel da Economia diz que o plano que a União Europeia está, ao que foi noticiado, a delinear para os países que se debatem com uma crise da dívida, irá deixar em apuros os Estados-membros que ainda não estão a enfrentar dificuldades.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Julho de 2011 às 18:14
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Esta tarde começou a ser divulgado pela imprensa o esboço de um plano de resgate da Zona Euro que está hoje, supostamente, a ser delineado na cimeira europeia. Entre os destaques, está um corte dos juros dos empréstimos UE/FMI para a Grécia, para 3,5%, bem como para Portugal e para a Irlanda; um plano de recapitalização da banca; uma extensão das maturidades dos empréstimos e um aumento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Entre estas e outras medidas que estão a ser avançadas, a que mais chama a atenção de Paul Krugman é a de que todos os Estados-membros da Zona Euro terão de cumprir rigorosamente as metas orçamentais definidas, melhorarem a competitividade e solucionarem os desequilíbrios macro-económicos.

“Os défices em todos os países, excepto os que estão regidos por um programa 8de resgate] terão de estar abaixo dos 3% em 2013, o mais tardar”, sublinha Krugman, citando o “draft” que está presumivelmente a ser trabalhado nesta cimeira.

Na sua opinião, esta “engenharia financeira” não é convincente. “Ok, então o que se passa é que vamos exigir uma forte austeridade nos países que se deparam com uma crise da dívida; e no entretanto, vamos ter austeridade também nos países que não têm crise da dívida. Além disso, o BCE está a subir os juros. Assim sendo... a procura irá diminuir nos dois tipos de economias: as que estão actualmente a braços com uma crise e as que não estão”.

Neste artigo publicado no “The New York Times”, Krugman diz que há “Pessoas Sérias” determinadas a destruir todas as economias avançadas, em nome da prudência.

O artigo de Krugman intitula-se “1937! 1937! 1937!”, numa alusão ao que ele chama de “grande erro da Reserva Federal norte-americana e da Administração Roosevelt” nesse mesmo ano, quando decretaram o fim da Grande Depressão. Nessa altura, o resultado – tal como o economista prevê que aconteça também agora – foi uma queda do consumo e um endurecimento da política monetária, o que fez com que a economia voltasse a mergulhar nas profundezas da recessão.

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