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Krugman: "Insistir em mais austeridade é destrutivo"

Paul Krugman afirmou hoje que os países da periferia têm de levar a cabo alguma austeridade para ganhar credibilidade junto dos credores. Mas lançou o alerta: ir para além do que já foi feito, e responder a desvios orçamentais com reforço de austeridade poderá ser "destrutivo".

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"Não há alternativa a pelo menos alguma austeridade", afirmou o Nobel da Economia de 2008. "O papel da austeridade", explicou, é de "dar um sinal aos credores que o dinheiro que está a ser emprestado não é usado para 'dar festas'".

Isto porque, em termos "substantivos", a austeridade pode até não ter um efeito muito grande. Cortes de despesa profundos podem reduzir a actividade económica, arrastando consigo os impostos, a um ponto tal que o rácio défice/PIB acabe mesmo por ficar em pior estado.

"É difícil aos Governos da periferia lutarem contra esta pressão (de responder com mais austeridade a derrapagens), mas esse argumento deve ser levado aos credores. Eles (credores) não estão a ajudar", afirmou.

E deu como exemplo o caso dos médicos medievais que "sangravam os doentes e quando eles ficavam piores, faziam-nos sangrar ainda mais". "Mais pedidos de austeridade", conclui assim, "são destrutivos".




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