Conjuntura Lagarde: Europa precisa de austeridade mas não em níveis “brutais”

Lagarde: Europa precisa de austeridade mas não em níveis “brutais”

Directora-geral do FMI salienta que os países sob maior pressão financeira devem estar conscientes da estrutura da sociedade quando aplicam medidas de austeridade.
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Negócios 10 de abril de 2013 às 20:47

Christine Lagarde alertou hoje contra o perigo de implementar reformas e aplicar medidas de austeridade de uma forma muito agressiva e sem ter em conta a estrutura da sociedade.

 

De acordo com a Reuters, a directora-geral do FMI defendeu que a Europa precisa de continuar a apertar do cinto, com a aplicação de medidas de austeridade, para conseguir baixar o nível da dívida.

 

Contudo, a politica de austeridade não precisa de ser adoptada de forma severa e toda de uma vez no início do período de ajustamento. Acreditamos que é uma questão de ritmo. [As reformas] não têm de ser feitas de forma brutal ou abrupta e de forma massiva” no início do programa de ajustamento, afirmou Lagarde, em Nova Iorque.

 

Referiu ainda que os países mais pressionados financeiramente “têm de demonstrar a capacidade” para implementar medidas de austeridade tendo em conta a “consciência da estrutura da sociedade”.

 

Prioridade do crescimento em emprego

 

A directora-geral do FMI defendeu ainda, no mesmo discurso, que todos os países, em termos globais, se devem concentrar no crescimento, na criação de emprego e em mais equidade.

"Por outras palavras, mais atenção aos assuntos que realmente importam para as pessoas. Isto é algo que levamos muito a sério no FMI", afirmou Lagarde, em Nova Iorque, de acordo com o texto do discurso intitulado "As acções políticas globais necessárias para estar à frente da crise", citado pela Lusa.

 

Para Lagarde, "um elevado nível de emprego é a melhor garantia de uma economia vibrante e uma sociedade saudável", sem o qual há o risco de uma "vastidão de potencial desperdiçado e ambição arruinada -- especialmente para uma geração de jovens".

 

Segundo a directora-geral do FMI, "a melhor maneira de criar emprego é através do crescimento", realçando, também, a necessidade de haver "equidade e inclusão".

 

A cerca de uma semana de divulgar as previsões para a economia global, Lagarde não mostrou muito entusiasmo. “Não esperamos que o crescimento económico global seja muito mais elevado este ano do que no ano passado”, afirmou a directora-geral do FMI.

  




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