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Lagarde responde a Seguro que FMI defende equilíbrio entre ajustamento orçamental e crescimento

A directora do FMI defendeu, em carta enviada ao líder socialista português, que o ajustamento orçamental em Portugal é necessário, mas que deve ser mantido um equilíbrio com o crescimento e o emprego, avançou à Lusa fonte do PS.

Christine Lagarde, directora-geral do FMI
Lusa 27 de Fevereiro de 2013 às 09:19
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De acordo com a mesma fonte, Christine Lagarde refere - na carta, que responde a uma outra enviada por António José Seguro no passado dia 17 -- que a delegação do FMI está em Portugal para apreciar o contexto económico e garantir um equilíbrio correto entre ajustamento e crescimento e emprego.

 

Num trecho da carta a que a Lusa teve acesso, a directora do FMI admite, no entanto, que o equilíbrio necessário é difícil de atingir.

 

"A política económica em Portugal precisa manter um difícil equilíbrio -- fazendo progressos no necessário ajustamento fiscal, mas também evitando tensões indevidas na produção e no emprego", afirma, acrescentando que "estes princípios são o guia de trabalho da equipa do FMI" durante a sétima avaliação, que está a decorrer em Lisboa.

 

Christine Lagarde adianta ainda, no documento de duas páginas, que o objectivo desta visita é "avaliar as circunstâncias económicas e, muito importante, assegurar que o equilíbrio necessário está a ser mantido".

 

A mesma fonte do PS adiantou à Lusa que a directora do FMI defende também, na carta, que "a sustentabilidade das finanças públicas é essencial para evitar uma crise económica mais profunda que poderia criar ainda mais tensões na sociedade portuguesa" e sublinha que isso é "algo que todos queremos evitar".

 

O responsável do PS sublinhou à Lusa considerar que a informação de que o mandato da delegação do FMI tem como missão procurar um "equilíbrio correto" entre o ajustamento orçamental e os efeitos na economia e no emprego é "da maior importância".

 

Na carta, e segundo a mesma fonte, a responsável do Fundo Monetário Internacional -- um dos elementos que constitui a 'troika', a par do BCE e da Comissão Europeia -- não faz qualquer referência ao corte de 4 mil milhões de euros nas despesas do Estado.

 

O secretário-geral do PS enviou, dia 17, uma carta às três instituições que formam a 'troika', pedindo que na sétima avaliação do programa de resgate fossem enviados a Portugal "responsáveis políticos".

 

"A próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses. Exige-se que seja uma avaliação política tendo em conta a grave situação económica e social. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu [BCE] e o Fundo Monetário Internacional [FMI] devem enviar a Portugal responsáveis políticos com capacidade de decisão", escreveu António José Seguro.

 

Para António José Seguro, a situação económica e social em Portugal "agravou-se fortemente", resultado da "política da austeridade do custe o que custar".

 

"Mais desemprego, menos economia, mais falências e insolvências, mais pobreza, mais emigração de portugueses qualificados, em particular os jovens. Este é o retrato trágico da política da austeridade do custe o que custar", diz Seguro na carta enviada às instituições internacionais.

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