Economia Laginha de Sousa: "Portugal é um país que desincentiva a obtenção de rendimento e aplicação de poupança"

Laginha de Sousa: "Portugal é um país que desincentiva a obtenção de rendimento e aplicação de poupança"

O presidente da Eurobext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, defendeu esta quarta-feira que a carga fiscal em Portugal é um desincentivo a obtenção de rendimento e aplicação de poupança no país. 
Laginha de Sousa: "Portugal é um país que desincentiva a obtenção de rendimento e aplicação de poupança"
Miguel Baltazar/Negócios

"Um país que taxa em mais de 50% o rendimento obtido pelos seus cidadãos, e que por cima desses 50% aplica ainda a uma contribuição adicional de 11% para a segurança social, e que da parte sobrante obriga a pagar 23% em quase todas as compras efetuadas, que taxa em 28% o rendimento obtido com as poupanças, é um país que no mínimo desincentiva a obtenção de rendimento e aplicação de poupança dentro das suas fronteiras", adiantou Luís Laginha de Sousa no discurso que marcou a abertura dos Euronext Lisbon Awards que decorre esta tarde em Lisboa.

 

Numa crítica directa ao sistema de impostos em Portugal, o presidente da bolsa de Lisboa argumentou que o que afasta as empresas do mercado de capitais, mais do que uma questão cultural, é uma questão associada à ausência de benefícios. 

 

Naquela que é uma das últimas intervenções de Laginha de Sousa como presidente da bolsa, o responsável destacou que nenhum país pode "descurar os serviços financeiros", evitar a deslocalização dos serviços com valor acrescentado, bem como reduzir o custo de financiamento para estimular o crescimento e incentivar o mercado de capitais.

 

Quatro aspectos que o responsável considera "imprescindíveis ao desenvolvimento económico" e ao próprio mercado de capitais. 




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