Política Larry Kudlow é o novo conselheiro económico de Trump

Larry Kudlow é o novo conselheiro económico de Trump

O Presidente norte-americano escolheu Larry Kudlow como novo conselheiro económico da Casa Branca, em substituição de Gary Cohn, que se demitiu por discordar da aplicação de tarifas aduaneiras ao alumínio e ao aço, confirmou hoje a Casa Branca.
Negócios com Lusa 14 de março de 2018 às 21:37

"Foi oferecido a Larry Kudlow, e ele aceitou, o cargo de Conselheiro do Presidente para a Política Económica e Director do Conselho Económico Nacional", indicou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado. "Trabalharemos para ter uma transição ordeira e anunciaremos a data em que ele assume formalmente o seu cargo", acrescentou Sanders.

 

Kudlow, ex-banqueiro de Wall Street e habitual comentador televisivo, é um defensor do livro comércio, pelo que pode distanciar-se da agenda proteccionista do chefe de Estado, Donald Trump, embora tenha recentemente assegurado que as tarifas aduaneiras são uma estratégia negocial.

 

Trump disse na terça-feira que estava a "considerar muito seriamente" a escolha de Kudlow, seu "amigo há muito tempo". "Não estamos de acordo em tudo, mas neste caso creio que isso é bom, porque quero ouvir uma opinião diferente", assegurou Trump à imprensa na Casa Branca.

 

"Estamos de acordo na maior parte das coisas, e agora [ele] mudou de opinião sobre as tarifas e acha que podem ser um método de negociação. Estou a renegociar acordos comerciais, e sem tarifas aduaneiras não nos correria nem metade tão bem", acrescentou.

 

O Presidente norte-americano disse que Kudlow, de 70 anos, "é um homem com muito talento" e que o apoiou "desde logo" na campanha eleitoral de 2016 e que talvez tenha mesmo sido um dos seus "apoios originais" nas primárias republicanas.

 

Larry Kudlow trabalhou na década de 1980 na Casa Branca durante o primeiro mandato de Ronald Reagan (1981-1985) e foi depois economista-chefe do banco de investimento Bear Stearns, entre 1987 e 1994.

saída de Gary Cohn pesou negativamente na tendência bolsista, quando foi anunciada. Cohn saiu por estar contra as medidas proteccionistas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos e isso teve grande relevância: é que Cohn, nos 14 meses que esteve ao serviço do presidente, foi um dos artífices da reforma fiscal implementada nos EUA. 

Cohn tem uma mentalidade ‘pró-comércio’ e ‘pró-empresarial’ e era considerado um contrapeso na Casa Branca que poderia moderar as políticas proteccionistas de Trump. Chegou mesmo, recorde-se, a estar entre os nomes pensados para suceder a Janet Yellen nas rédeas da Fed.




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