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Leitão Amaro admite perda de mandato por negócios da família com o Estado. "Lei é lei. Se é assim, é assim"

Leitão Amaro também violou a lei das incompatibilidades. Confrontado pelo Observador, admite a consequência: perda de mandato. "Não vou dizer como os outros que a lei não é para cumprir. Lei é lei. Se é assim, é assim".

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios jng@negocios.pt 06 de Agosto de 2019 às 11:57
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Depois ter posto em causa vários membros do Governo, a lei das incompatibilidades atinge o vice-presidente da bancada do PSD. Segundo conta o Observador, a empresa dos irmãos de António Leitão Amaro, a Arbogest, fez vários contratos públicos na anterior legislatura, quando este era secretário de Estado, e já na atual, quando se tornou deputado.

A lei em vigor prevê a perda de mandato. Ao contrário dos governantes que procuraram desvalorizar o problema - ou levantar dúvidas sobre o conteúodo – o vice-presidente da bancada do PSD admite as consequências: "Não vou dizer como os outros que a lei não é para cumprir. Lei é lei. Se é assim, é assim."

De acordo com o Observador, a empresa Arbogest, que se dedica à "recolha, transporte e comercialização de resíduos florestais" é detida a 50% pelos três irmãos de António Leitão Amaro, cada um com participações superiores a 10%.

O vice-presidente da bancada do PSD refere ao Observador que deixou de acompanhar a empresa quando abandonou a sua quota de 7% e garante que, quando tomou posse como deputado, foi informado que a empresa não tinha contratos públicos, mas apenas com empresas já privatizadas.

Na atual legislatura, o deputado reconhece pelo menos dois ajustes diretos problemáticos, um deles com uma freguesia liderada pelo PSD (24,3 mil euros). Entre Abril de 2013 e Outubro de 2015, enquanto foi secretário de Estado da Administração Local, a empresa celebrou 11 contratos com o estado no valor de 707,8 mil euros, que incluiram ajustes diretos e concursos públicos.

Leitão Amaro é membro da Comissão Permanente do Parlamento. Em junho tinha anunciado a intenção de deixar o parlamento na próxima legislatura, mantendo-se na política.

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