Economia Lembram-se dos 150 mil empregos de Sócrates? "Nós criámos 130 mil", diz Passos

Lembram-se dos 150 mil empregos de Sócrates? "Nós criámos 130 mil", diz Passos

Passos Coelho recuperou uma das mais famosas promessas eleitorais de José Sócrates em 2009: a criação de 150 mil empregos. Ora, até agora e desde 2013, já foram criados cerca de 130 mil empregos por este Governo, assegurou Pedro Passos Coelho.
Lembram-se dos 150 mil empregos de Sócrates? "Nós criámos 130 mil", diz Passos
Bruno Simão
Bruno Simões 06 de maio de 2015 às 16:22

O primeiro-ministro abordou esta tarde, no debate quinzenal na Assembleia da República, a evolução do desemprego. Esta manhã foram divulgados dados do INE que indicam que o desemprego cresceu, no primeiro trimestre do ano, 0,2% face ao trimestre anterior. "Não é significativo", afirmou, até porque o que conta é a "tendência", e os dados mostram que, "em termos homólogos, temos vindo, desde o início de 2013, a fazer crescer o emprego e a decrescer o desemprego".

 

Aliás, "o número de empregos criados entretanto é já bastante sensível, anda muito próximo dos 130 mil postos de trabalho criados nos últimos oito trimestres". Passos Coelho não deixou, depois, de mandar uma bicada ao PS e a José Sócrates. "Não sei se se recordam de uma antiga promessa eleitoral de criação de 150 mil postos de trabalho. Houve, na altura, uma promessa que comprometia a criação de 150 mil postos de trabalho", atirou, perante críticas da bancada socialista.

 

"Nós conseguimos, apesar da recessão, ver a economia criar quase tanto [emprego] nos dois últimos anos e garanto que não se tratou de nenhuma operação administrativa, porque não foi por decreto que estes empregos apareceram", mas sim com "a reforma económica que o país tem conhecido".

 

Passos Coelho também analisou, depois de instado por Luís Montenegro, líder da bancada do PSD, o tipo de emprego que tem sido criado. "Os números mostram que o emprego criado assenta em vínculos crescentemente menos precários, andamos quase na razão de um para três, entre novo contrato a termo e sem termo". Montenegro precisara minutos antes: "Os contratos sem termo cresceram 86.400, e os contratos a termo apenas 36.200".

 

"As condições são progressivamente maiores, temos mais emprego qualificado, menos precário e a tempo mais completo. É isto q diz a estatística do desemprego", resumiu Passos Coelho.

 

Desemprego estabilizado não é "grandemente satisfatório"

 

Apesar disso, "quando olhamos para a estatística mensal iniciada pelo INE, verificamos que as oscilações ainda são sensíveis. As correcções introduzidas em cada mês ainda são sensíveis, trata-se de uma estatística nova, corrigida de sazonalidade, e que é difícil de acertar. Os resultados têm de ser observados com alguma cautela", alertou.

 

"É importante olhar mas para a tendência e menos para os dados mensais. Nós tivemos, em todo o caso, uma estabilização do desemprego desde Outubro do ano passado até Março deste ano. Não é grandemente satisfatório" reconheceu Passos. "Tivemos em termos trimestrais um agravamento de 0,2%, o que não é significativo, mas sobretudo uma estabilização na descida do desemprego", adiantou.

 

Por isso será preciso tomar medidas. "Vamos ter de olhar para este problema com olhos mais cuidados de modo a encontrar, quer do ponto de vista conjuntural, de políticas activas de emprego, quer estrutural, medidas que possam ajudar a acelerar a descida do desemprego, para manter a tendência de descida".

 

 

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