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Lipponen diz ter sido "sondado" para ser presidente da UE

Paavo Lipponen, antigo primeiro-ministro da Finlândia, diz que foi "sondado" para estrear o novo cargo de presidente permanente da UE previsto no Tratado de Lisboa. Mas diz também que ainda não tomou qualquer decisão sobre se vai ou não entrar na corrida ao cargo.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 17:40
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Paavo Lipponen, antigo primeiro-ministro da Finlândia, diz que foi “sondado” para estrear o novo cargo de presidente permanente da União Europeia (UE) previsto no Tratado de Lisboa, e que deverá entrar em vigor no próximo ano. A informação está a ser avançada no site do jornal finlandês “Uusi Suomi” que cita o próprio Lipponen.

“Fui sondado, do exterior, há alguns meses”, confirma o ex-primeiro-ministro que acrescenta, no entanto, ainda não ter tomado uma decisão final sobre se vai, ou não, entrar na corrida ao novo posto.

“O cargo ainda não foi estabelecido e não estou a declarar-me candidato”, precisa Lipponen.

Depois de, no início deste mês, ter sido aprovado, num segundo referendo, pelos irlandeses, o Tratado de Lisboa continua suspenso da assinatura final do Presidente checo.

O eurocéptico Vaclav Klaus terá patrocinado um pedido de verificação da compatibilidade do novo Tratado com a Constituição checa. O pedido foi entregue à “última hora” por um grupo de senadores igualmente pouco entusiasta da integração europeia e arrisca-se a forçar uma nova derrapagem na entrada em vigor do sucessor do Tratado de Nice, que deveria ser sido substituído no início de 2009, não fora o primeiro “não” dos irlandeses.

Apesar de ainda estar rodeado de alguns “ses”, a corrida aos novos cargos previstos em Lisboa – presidente permanente (mandato máximo de cinco anos) e de MNE europeus – entrou em velocidade cruzeiro, devendo ser um dos pratos fortes da cimeira extraordinária que terá lugar em Bruxelas no final da próxima semana.

Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, continua a ser dado como o favorito na “bolsa de apostas” que corre pelos corredores diplomáticos da Europa. Mas não são “favas contadas”.

Diversos dirigentes europeus – em particular a alemã Angela Merkel – ainda têm atravessado na garganta o apoio inequívoco dado por Blair à decisão de George Bush invadir o Iraque sem o aval das Nações Unidas, o que acabou por gerar uma profunda clivagem dentro da própria UE.

Já o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, diz mesmo que o antigo primeiro-ministro britânico "não tem envergadura" para ser o futuro presidente da União.

Diversos países, como Portugal, pensam porém que Blair terá envergadura a mais, preferindo que o novo cargo – que substituirá as presidências semestrais, que rotativamente vão passando pelas mãos dos primeiros-ministros dos Estados-membros – seja talhado por alguém com um perfil mais acomodatício.

Contra Blair corre ainda a circunstância de ser oriundo de um dos países mais eurocepticos, que não pertence nem à Zona Euro, nem ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas.

Na bolsa de apostas há, por isso, vários outros nomes, como os de Jan Peter Balkenende, ex-primeiro-ministro holandês, e de Paavo Lipponen, ex- primeiro-ministro da Finlândia que confirma agora já ter sido sondado.
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