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Lisboa baptiza novo Tratado

Meio século depois da sua fundação e 20 anos após a adesão de Portugal, a União Europeia vê hoje nascer o seu quinto Tratado. Chamar-se-á Lisboa e traduzirá a mais profunda ruptura nas regras de convivência europeias.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 13 de Dezembro de 2007 às 00:04
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Meio século depois da sua fundação e 20 anos após a adesão de Portugal, a União Europeia vê hoje nascer o seu quinto Tratado. Chamar-se-á Lisboa e traduzirá a mais profunda ruptura nas regras de convivência europeias.

O quotidiano na capital portuguesa volta esta manhã a ser quebrado com a chegada dos 27 líderes dos países da União Europeia (UE) para a cerimónia de assinatura de um Tratado que, caso venha a ser ratificado por todos os Estados-membros, entrará progressivamente em vigor a partir de 2009, prometendo virar uma das páginas mais sombrias da história da União e dar-lhe uma "pax institutionalis" há muito desejada.

Lisboa - o primeiro Tratado assinado a 27 - promete ser isso, mas muito mais. Lisboa será sinónimo da maior ruptura nas regras de funcionamento de uma União que acaba de completar meio século de existência: é o fim anunciado das presidências rotativas, é o fim anunciado de um comissário em permanência em Bruxelas, e com eles, é o fim anunciado dos dois principais "cordões umbilicais" que até agora ligavam as capitais à capital da Europa.

Lisboa significará, portanto, a necessidade, em especial dos pequenos e médios estados, como Portugal, de procurar canais alternativos de influência.

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