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Lisboa está mais cara e sobe cinco posições no «ranking» mundial

Lisboa subiu cinco posições no «ranking» das cidades mais caras do mundo, ocupando a posição 66, entre as 144 cidades avaliadas pela Mercer Human Resource Consulting. Tóquio mantém-se como a cidade mais cara do mundo e Londres é a mais cara da Europa, ult

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Junho de 2005 às 14:41
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Lisboa subiu cinco posições no «ranking» das cidades mais caras do mundo, ocupando a posição 66, entre as 144 cidades avaliadas pela Mercer Human Resource Consulting. Tóquio mantém-se como a cidade mais cara do mundo e Londres é a mais cara da Europa, ultrapassando a cidade cujo custo de vida é mais elevado nos EUA, Nova Iorque, segundo o estudo da empresa.

O estudo da Mercer cobre 144 cidades, nos seis continentes e, mede os custos de vida comparativamente com base em 200 produtos, incluindo as casas, transportes, comida, bens domésticos duráveis e de entretenimento.

Tóquio mantém-se como a cidade mais cara do mundo, seguida por Osaka e por Londres. Entre as dez cidades mais caras do mundo, quatro são localizadas na Ásia.

«As flutuações da moeda e taxas de câmbio podem ter um impacto tremendo na quantia que recebem os funcionários expatriados e o que podem adquirir com o respectivo dinheiro», explica Yvonne Sonsino da Mercer, em comunicado. «As flutuações da moeda e taxas de câmbio podem ter um impacto tremendo na quantia que recebem os funcionários expatriados e o que podem adquirir com o respectivo dinheiro», acrescenta a mesma fonte.

Houve algumas mudanças significativas no ranking neste ano, que se devem principalmente às flutuações monetárias, particularmente do dólar americano e do euro.

Londres cidade mais cara da Europa

Lisboa subiu cinco posições em 2005 face ao estudo realizado um ano antes, em Março de 2004, e aparece na posição 66 do «ranking», com uma pontuação de 80,2, contra os 134,7 pontos registados por Tóquio e contra os 40,3 pontos registados pela cidade mais barata do estudo, Assunção, no Paraguai.

Na Europa, Londres é a cidade mais cara, apesar de ter descido uma posição para o terceiro lugar do «ranking». «As casas caras e os custos de transportes juntamente com a apreciação da libra frente ao dólar contribuiu» para o desempenho da cidade no «ranking», segundo o mesmo comunicado.

Moscovo é a segunda cidade mais cara da Europa e Budapeste coloca-se na vigésima quarta posição, sendo a cidade mais cara, entre os países que aderiram à União Europeia no ano passado. Muitas das cidades que aderiram à UE «subiram muito» no «ranking» este ano, numa altura em que os países estão a fazer esforços «para melhorar as suas infra-estruturas económicas» para níveis semelhantes a outros países da região.

«A Europa Central e a Europa de Leste tornaram-se atractivos para investimentos de multinacionais» disse Marie-Laurence Sepede, da Mercer.

Nova Iorque é a cidade mais cara dos EUA, como se tem verificado nos últimos anos e, consta na posição 13 do «ranking». «Muitas cidades doas EUA inquiridas caíram no ‘ranking’ devido ao enfraquecimento do dólar frente ao euros, ao dólar canadiano e às moedas asiáticas», explica o comunicado divulgado no «site» da empresa.

As cidades brasileiras também registaram subidas no «ranking». São Paulo subiu 9 posições, enquanto o Rio de Janeiro subiu 7 lugares. «O crescimento das cidades brasileiras no ‘ranking’ é consequência, principalmente, da valorização do real em relação ao dólar», explica a mesma fonte.

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