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Lisboa regista queda acentuada no "ranking" dos escritórios mais caros do mundo

Hong Kong superou Tóquio e Londres e passou a ter os escritórios mais caros do mundo: 1.931 euros por metro quadrado. Lisboa caiu 9 lugares e ocupa a 49ª posição.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 13:41
O estudo "Office Across the World 2011", realizado pela Cushman & Wakefield revela que a capital portuguesa registou, em 2010, uma queda acentuada no "ranking" das localizações de escritórios mais caras do mundo.

Lisboa ocupa a 49ª posição, lugar que representa uma queda de 9 lugares face ao ano anterior. "Durante o ano de 2010, os espaços de escritórios em Lisboa foram transaccionados a valores inferiores aos de mercados como Bucareste, Buenos Aires ou Cidade do México", refere o comunicado da Cushman & Wakefield.

Carlos Oliveira, "partner" e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield em Portugal, afirma que "apesar da aparente conotação negativa deste resultado, importa salientar que este 'ranking' apenas avalia o custo de ocupação, devendo por isso ser visto como uma vantagem competitiva em processos de selecção de ocupação de multinacionais, que frequentemente valorizam o custo de ocupação versus a qualidade dos espaços".

Hong Kong supera Tóquio e Londres

Em primeiro lugar do "ranking" da Cushman & Wakefield ficou a cidade de Hong Kong (na foto), que superou, assim, Tóquio e Londres.

"Em 2010, o valor das rendas em Hong Kong subiu 51% devido à forte procura por parte de um sem número de expansões de empresas e novos negócios que limitaram a disponibilidade de espaços de qualidade", sublinha o comunicado da empresa imobiliária.

Em Hong Kong, o custo de ocupação por Metro quadrado atingiu os 1.931 euros por ano. Londres surge na segunda posição e Tóquio na terceira, apesar do valor das rendas terem caído 11%.

"Tóquio e Hong Kong são globalmente reconhecidas como umas das localizações de escritórios mais caras do mundo. No 'ranking', três das seis localizações cimeiras são da região Ásia-Pacífico, contrastando com os últimos 10 a 15 anos, em que as localizações mais caras eram geralmente da Europa Ocidental e América do Norte", destaca Carlos Oliveira em comunicado.

Destaque ainda para o Brasil, que registou uma "subida exponencial" no valor das rendas devido à rápida retoma da sua economia. O Rio de Janeiro destronou Nova Iorque e passou a ocupar o quarto lugar do "ranking".

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