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Lorde britânico oferece 290 mil euros a quem evitar colapso do euro

Empresário e presidente da cadeia Next que se opôs à adesão do Reino Unido à moeda europeia está disposto a pagar 286 mil euros a quem descobrir a melhor solução para a "saída ordeira" de um ou mais países da Zona Euro.

Lusa 19 de Outubro de 2011 às 13:19
Lorde Simon Wolfson entende que o prémio, criado apenas para este efeito e cuja atribuição será feita apenas uma vez, pode ajudar a evitar uma crise criada pelo colapso do euro.

"Não quero que caia e se puder ser evitado é a melhor solução. Mas há a possibilidade real de acontecer", avisou, durante a apresentação da iniciativa em Londres.

Os rumores já existem mas os governos não arriscam a discuti-la, afirmou, pelo que defende que deve ser feita investigação académica sobre como gerir a transição.

"Um grande problema intelectual como este merece um grande intelecto", capacidade que admitiu faltar-lhe, argumentou Simon Wolfson.

Por isso apela hoje a académicos e profissionais de todo o mundo em áreas como a economia, o direito ou a história para reflectirem sobre o tema.

O valor de 250 mil libras (286 mil euros), é considerado o maior prémio da área da economia a seguir ao Nobel e será atribuído pela Charles Wolfson Charitable Trust, fundação criada pela família há meio século.

A organização do prémio está a ser gerida pelo instituto de estudos Policy Exchange, considerado influente junto do partido Conservador, actualmente no poder.

O prazo de entrega de trabalhos é 31 de Janeiro e o vencedor será escolhido por um júri constituído por "importantes académicos economistas" a ser anunciado em Março.

Anti-euro a querer salvar o euro

Wolfson, que foi um activo opositor da adesão britânica à moeda única e à ratificação do Tratado de Lisboa e aconselhou o ministro das Finanças, George Osborne, antes das eleições de 2010, é cândido nas suas intenções.

O presidente executivo da rede de lojas de roupa Next receia o impacto de uma "saída desordeira" e consequente restruturação da zona euro e custo no resto do mundo.

Preocupa-se com questões "extremamente complexas" que resultariam deste cenário, como os blocos de divisas emergentes e o que aconteceria às dívidas soberana e privada, às poupanças das pessoas e aos bancos.

A curto prazo está confiante que não há risco, mas mesmo assim quer promover com o prémio a criação de um "plano de contingência".

O resultado do exercício, "mesmo que conclua que o fim do euro é impossível", será transmitido a Bruxelas e distribuído pela Europa.

O lorde britânico diz que avançou para esta iniciativa "porque mais ninguém o fez". "E porque eu não consigo encontrar a solução, por isso gostaria que outros o fizessem”.





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