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Luís Amado recebe hoje MNE russo

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, recebe esta manhã o seu homólogo da Federação Russa, Serguey Lavrov. O encontro ocorre escassos dias depois de o assassínio do vice-presidente do banco central russo ter voltado a mergulhar o p

Negócios 18 de Setembro de 2006 às 09:54
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O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, recebe esta manhã o seu homólogo da Federação Russa, Serguey Lavrov. O encontro ocorre escassos dias depois de o assassínio do vice-presidente do banco central russo ter voltado a mergulhar o país num clima de instabilidade.

Andrei Kozlov, vice-presidente do banco central, tinha introduzido diversas reformas com o objectivo de "limpar" e tornar mais sólido o sistema financeiro, apertando os mecanismos de combate ao branqueamento de capitais e à corrupção.

Numa altura em que a Rússia se posiciona para assumir um lugar de destaque como fornecedor mundial de energia, é provável que, durante o encontro desta manhã, o assunto seja aflorado, tendo em conta o interesse manifestado pela Gazprom em se converter num dos fornecedores de referência de gás natural da Galp.

A antiga dívida da União Soviética a Portugal, avaliada em 63 milhões de euros, poderá ser outro dos assuntos em agenda, avançando o "Diário Económico" que esta poderá ser quase totalmente saldada mediante a aquisição de quatro hidroaviões BE-200 destinados a combater os incêndios.

Ainda que relativamente pouco expressivas, as relações comerciais entre Portugal e a Rússia têm-se intensificado nos últimos anos. As exportações portuguesas, maioritariamente de produtos dos sectores tradicionais, deverão atingir cerca de 100 milhões de euros este ano. De acordo com dados citado pelo mesmo jornal, 1,3% das vendas totais feitas a países gora da UE são destinadas ao mercado russo. O saldo é, porém, claramente desfavorável a Portugal. No ano passado, a Rússia exportou para o país 373 milhões de euros de bens e serviços, valor que já foi no primeiro semestre deste ano largamente ultrapassado. Os produtos energéticos justificam o essencial das compras à Rússia.

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