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Luis de Guindos rejeita resgate a Espanha

O ministro das Finanças de Espanha rejeita que o país necessite de resgate, apesar da forte subida dos juros da dívida. Já Joaquín Almunia defende que o fundo de resgate do euro deve comprar dívida espanhola e italiana para acalmar os mercados.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 23 de Julho de 2012 às 13:09
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A possibilidade de Espanha necessitar de um resgate total acentuou-se nos últimos dias, depois da Comunidade de Valência ter pedido ajuda ao governo central. Os juros da dívida estão em forte alta desde sexta-feira e já superam a barreira dos 7% em todos os prazos, à excepção da maturidade a dois anos.

Vários economistas ouvidos pelo "El País" admitem que o resgate total ao país pode estar para breve mas o governo espanhol nega, totalmente, essa possibilidade. O executivo, pela voz de Luís Guindos, apelou, esta manhã, a uma intervenção "mais abrangente" dos governos europeus, que permita acalmar a "irracionalidade dos mercados".

O ministro das Finanças afirmou, citado pelo "El País", que a subida dos juros da dívida deve-se a uma "situação de grande incerteza" que leva a comportamentos "irracionais" e a situações de "extremo nervosismo" nos mercados.

As palavras de Guindos foram proferidas esta manhã na Comissão de Economia e Concorrência do Parlamento espanhol, onde esteve para explicar o memorando acordado com o Eurogrupo para o sector financeiro. A ajuda de 100 mil milhões de euros para a banca espanhola foi aprovada na sexta-feira pelos ministros das Finanças da Zona Euro.

Também o Comissário Europeu da Concorrência, Joaquín Almunia, considera que Espanha "não necessita" de um resgate total. Almunia acredita que as medidas orçamentais aprovadas pelo executivo de Rajoy são importantes para tirar o país da crise mas acrescenta que Espanha "não pode fazer tudo sozinha". Ou seja, Almunia defende que os fundos de resgate da Zona Euro devem comprar dívida espanhola e italiana no mercado secundário para acalmar os mercados.
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