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Machete: Portugal e Angola mantêm "intensa cooperação"

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, assegurou esta segunda-feira que há uma "intensa cooperação" entre Portugal e Angola e antecipou que "os laços amigos entre os dois povos" se estreitarão "ainda mais no futuro".

Portugal perdeu uma 'figura notável', disse o antigo vice-primeiro-ministro Rui Machete, lembrando o papel relevante de Mário Soares na assinatura, em 1985, do Tratado de adesão de Portugal à CEE. Rui Machete, que integrou o governo do Bloco Central então chefiado por Mário Soares, lembrou o antigo líder do PS como um homem corajoso, convicto e determinado que, no período político conturbado a seguir ao 25 de Abril, interveio de forma central para evitar que o país mergulhasse numa guerra civil.
Falando à SIC à entrada do Mosteiro dos Jerónimos, Machete recordou ainda Soares como uma 'pessoa bem-disposta e optimista', sublinhando que muito se deve à 'acção' do antigo líder do PS a entrada do país na CEE.
Machete lembrou as dificuldades que o governo do Bloco Central enfrentou devido à austeridade económica da altura e sublinhou que, apesar da derrota do PS nas eleições legislativas de 1985, Soares disse logo que não ia desistir, tendo, pouco tempo depois, vencido as eleições presidenciais, com 51 por cento dos votos, frente ao candidato Freitas do Amaral.
'É uma figura notável, a quem o país muito deve, que cometeu erros, mas que, pela sua coragem e grande convicção, devemos prestar homenagem', concluiu Rui Machete.
Paulo Duarte/Negócios
Lusa 06 de Janeiro de 2014 às 14:37
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As relações entre Portugal e Angola "decorrem por forma normal", disse o governante, na sessão de abertura do Seminário Diplomático, que reúne os embaixadores portugueses e membros do Governo em Lisboa, hoje e na terça-feira, 7 de Janeiro.

 

"Acredito que há razões para antever que, fruto da intensa cooperação entre Portugal e Angola, os laços amigos entre os dois povos se estreitem ainda mais no futuro", sublinhou Machete.

 

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou a 15 de Outubro a suspensão da parceria estratégica com Portugal.

 

Alguns dias antes, em entrevista à Rádio Nacional de Angola, o ministro Rui Machete tinha pedido desculpa a Luanda pelas investigações do Ministério Público português, declarações que provocaram polémica em Lisboa.

 

Na sua intervenção desta manhã, o governante salientou que a situação actual da Guiné-Bissau "continua a ser preocupante", afirmando esperar que as eleições previstas para o dia 16 de Março permitam "um regresso à ordem constitucional".

 

"Esperamos que, a partir daí, um governo legitimado pelo voto possa substituir o actual Governo de facto, que tomou o poder por via das armas, e os militares passem a ficar subordinados ao poder civil, como é próprio de um Estado de Direito democrático", destacou.

 

O ministro assumiu a relação entre Portugal e os países africanos como uma das suas prioridades e anunciou que participará na Conferência da União Africana, no final deste mês, em Adis Abeba, Etiópia.

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