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«Made in China» está a contornar quotas europeias

Os têxteis baratos produzidos na China continuam a entrar em enormes quantidades nos países da União Europeia, não obstante as quotas que foram reintroduzidas no Verão passado no rescaldo dos protestos dos produtores europeus ao aumento exponencial das im

Negócios 20 de Junho de 2006 às 09:56
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Os têxteis baratos produzidos na China continuam a entrar em enormes quantidades nos países da União Europeia, não obstante as quotas que foram reintroduzidas no Verão passado no rescaldo dos protestos dos produtores europeus ao aumento exponencial das importações chinesas. Mas em vez de «made in China», os produtos estão a chegar à Europa como se tivessem sido produzidos em Hong-Kong.

O jornal sueco de negócios, N24, fez as contas e chegou à conclusão, aparentemente paradoxal, de que a China está neste momento a utilizar cerca de um terço da quota que lhe está destinada, ao mesmo tempo que as importações têxteis vindas de Hong-Kong, território que dispõe de uma autonomia especial mas que pertence à China, subiram 234% face ao ano anterior.

«O nível de utilização das quotas chinesas é muito baixo, o que levanta muitas perguntas. A minha teoria é que estamos a assistir um contrabando gigantesco», considera Ake Weyler, da Associação sueca de Importadores Têxteis. «Toda a gente sabe que os têxteis de Hong-Kong são fabricados na China», acrescenta.

O jornal sueco chama ainda a atenção para o facto de possivelmente muitos produtos chineses estarem a ser comercializados via países terceiros, e que é esse fenómeno que ajuda, por exemplo, a explicar o aumento de 140% das exportações têxteis da Coreia do Sul para a UE.

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