Economia Madeira sugere que o Estado dê instruções à TAP para ter preços mais acessíveis

Madeira sugere que o Estado dê instruções à TAP para ter preços mais acessíveis

Miguel Albuquerque, presidente do governo regional da Madeira, criticou o governo central por não dar orientações à TAP para fazer um tratamento diferenciado das ligações do continente às ilhas.
Madeira sugere que o Estado dê instruções à TAP para ter preços mais acessíveis
Inês Lourenço
Margarida Peixoto 12 de outubro de 2018 às 10:50
O presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, criticou esta sexta-feira, 12 de Outubro, o Executivo central por não dar instruções à TAP para tratar as ligações à ilha de forma diferenciada. "É importante deixarem de gozar com aqueles que apenas exigem uma mobilidade dentro do território nacional acessível", frisou.

"A companhia arrecadou 21 milhões de euros de lucro nas ligações à Madeira", sublinhou Miguel Albuquerque. "Devemos discutir e exigir ao Estado que cumpra o seu papel e que assegure opções estratégicas de continuidade territorial, fruto de uma opção política que fez de recompra do capital [da empresa]", frisou. O presidente do governo regional falava na sessão de abertura da XII Conferência Anual de Turismo, organizada pela delegação regional da Madeira da Ordem dos Economistas, no Funchal.

Em causa estão os preços das ligações aéreas entre a Madeira e o continente, considerados demasiado elevados - "pornográficos", segundo Albuquerque - para permitir uma mobilidade fácil.

Miguel Albuquerque argumentou que foi o próprio presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, quem garantiu que a companhia considera a Madeira como qualquer outro destino internacional e que a sua operação para as ilhas está "orientada numa estratégia unicamente concentrada no lucro", não tendo recebido até à data "qualquer orientação estratégica" por parte do Governo central.

"Qual o papel do Estado na TAP? Se o Estado readquiriu 50% do capital da companhia, para que é que o fez?" perguntou o presidente do governo da Madeira, questionando se este tratamento será o correcto.

(A jornalista viajou a convite da delegação regional da Madeira da Ordem dos Economistas)



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