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Maior acordo comercial do mundo está prestes a nascer na Ásia

2020 deverá ser o ano em que 15 países asiáticos se unem para assinar o maior acordo comercial do mundo.

Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 12 de Novembro de 2019 às 12:21
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Quinze países asiáticos preparam-se para assinar aquele que pode vir a ser o maior acordo comercial do mundo, já em 2020.

Depois de seis anos de negociações, dez países membro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) e cinco dos seus maiores parceiros comerciais – Austrália, China, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul – devem assinar a Parceria Económica Regional (RCEP - Regional Comprehensive Economic Partnership). 

Estas nações representam cerca de um terço da população e do produto interno bruto à escala global. Desta forma, o acordo ultrapassa o vigente entre os membros da União Europeia e aquele que une os Estados Unidos, México e Canadá.

Apesar da dimensão do acordo asiático, já houve uma grande baixa: a Índia decidiu retirar-se deste grupo, preocupada com o efeito negativo que poderia ter nos produtores locais.

O acordo teve origem já em 2012 e por iniciativa da ASEAN. Os restantes seis países – incluindo a Índia – têm já acordos individuais com a associação. Contudo, o objetivo do RCEP é baixar tarifas, harmonizar os padrões e procedimentos e alargar o acesso aos vários mercados.

Na altura, o RCEP foi visto também como um esforço da China para contrariar a influência dos Estados Unidos na região, já que, nesses anos, foi assinada a Parceria Transpacífico (TPP), um acordo que foi também classificado como o maior do mundo mas que não incluía a China. Contudo, Washington desvinculou-se deste entendimento em 2017, por iniciativa do atual presidente, Donald Trump. Por outro lado, as políticas protecionistas por parte de Washington têm-se refletido na generalidade das economias, as asiáticas incluídas, pelo que a necessidade de estímulo e recuperação na região terá também funcionado como incentivo a avançar com o RCEP.

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