Economia Maioria quer o fim da mudança da hora

Maioria quer o fim da mudança da hora

Numa sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, a maioria dos portugueses defende que a hora não devia mudar ao longo do ano. Uma perspectiva que é partilhada por homens, mulheres, jovens e mais velhos, independentemente do nível de escolaridade ou da região onde moram.
Maioria quer o fim da mudança da hora
Bloomberg
Sara Antunes 12 de outubro de 2018 às 08:00
A dias de termos de atrasar os relógios uma hora, uma sondagem revela que a maioria dos portugueses defende que se devia acabar com as mudanças de hora.  60,7% dos inquiridos pela Aximage para o Negócios e Correio da Manhã consideram preferível acabar com as mudanças de horas anuais, mantendo assim "a mesma hora todo o ano". Já 32,9% dos inquiridos defendem que se mantenha uma hora diferente no Verão e no Inverno.

A sondagem surge depois de a Comissão Europeia ter proposto que se ponha fim às mudanças de horas sazonais na União Europeia, após uma consulta pública que revelou que 84% dos europeus preferiam manter a mesma hora o ano inteiro. Mas a medida terá de ser aprovada no Parlamento e pelo Conselho Europeu. António Costa não explicou o que vai acontecer no nosso caso, mas é da opinião que Portugal devia manter o bi-horário.

Ainda não é certo o que acontecerá, no limite poderá ficar nas  mãos de cada país o que se aplicará dentro do seu território, dentro dos limites estipulados.

A sondagem revela que os portugueses acham melhor manter o mesmo "fuso horário" o ano inteiro. Esta perspectiva é transversal às várias faixas etárias, géneros ou regiões , de acordo com os resultados das  601 entrevistas  realizadas.

Por regiões, é no Sul e Ilhas onde se verifica uma percentagem menor de defensores do "congelamento" dos relógios. Ainda assim, continua a ser a maioria (50,3%). Já a maior percentagem é observada na Área Metropolitana  do Porto (68,3%).  Tanto homens como mulheres defendem, em maioria, esta alteração, sendo esta perspectiva partilhada por todas as faixas etárias.

Bruxelas quer que até Abril os países decidam o que vão fazer. Mas para isso será preciso que as propostas sejam debatidas e aprovadas. Certo será que a 28 de Outubro os relógios vão atrasar uma hora, passando a imperar a hora de Inverno. E a 31 de Março voltarão a avançar uma hora.  O objectivo da Comissão é que os países escolham ficar com a hora de Inverno ou de Verão. Mas o que acontecerá ainda é uma incógnita.

Ficha Técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 275 a homens e 326 mulheres; 60 no Interior Norte Centro, 80 no Litoral Norte, 99 na Área Metropolitana do Porto, 115 no Litoral Centro; 166 na Área Metropolitana de Lisboa e81 no Sul e Ilhas; 102 em aldeias, 153 em vilas e 346 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 3 de Outubro de 2018, com uma taxa de resposta de 78,7%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.




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