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Maioria dos gestores defende programa cautelar

A reindustrialização deve ser “a grande aposta económica” do País e o foco das empresas deverá estar no aumento da rentabilidade e na abertura de novos mercados.

Bloomberg
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 18:00
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No início de um ano em que 75% perspectiva que será melhor ou muito melhor do que o anterior, a maioria dos gestores portugueses acredita que Portugal está mesmo preparado para regressar aos mercados (65%) em 2014, mostra a edição especial do Barómetro Kaizen, que está a ser divulgado esta quarta-feira na Fundação de Serralves, no Porto.

 

Num inquérito em que participaram 131 gestores de topo do sector empresarial, ouvidos entre 10 e 19 de Fevereiro, 77% afirmou que acredita que a passagem de Portugal por um programa cautelar é algo “positivo para o país”, contra apenas 11% que o considera negativo, enquanto 12% acha que essa “rede de segurança” no regresso aos mercados é “desnecessária”.

 

Do ponto de vista interno, a grande aposta económica do País deverá ser a reindustrialização (61%), a economia do mar (16%) e o turismo (13%). Por outro lado, sublinharam que este ano a diplomacia económica devia privilegiar Angola (49%), Brasil (46%) e a região do Magrebe (37%). Apenas 4% indicaram a Venezuela, que até há pouco tempo era uma das maiores apostas governamentais e que atravessa há várias semanas um período de grande turbulência social.

 

Endividamento e controlo da qualidade: os menos prioritário

 

Já questionados sobre a exposição da sua empresa ao mercado nacional, metade dos inquiridos – incluem nomes como António Melo Pires (Autoeuropa), Carlos Moreira da Silva (BA Vidro) ou João Pedro Azevedo (Soja de Portugal) – estimam que ela será igual à que foi em 2013, sendo quase igual a percentagem dos que prevêem que ela seja menor (25%) e maior (22%) do que no ano passado.

 

Nesta edição especial 2014 do Barómetro Kaizen, uma iniciativa que foi lançada em Janeiro do ano passado com periodicidade trimestral, os gestores nacionais apontaram de igual forma (78%) o aumento da rentabilidade e a abertura de novos mercados como as grandes apostas para 2014. Seguem-se a inovação, a redução da despesa e do desperdício, enquanto os aspectos menos prioritários são a redução do endividamento e o controlo da qualidade.

 

Fundado em 1985 por Masaaki Imai, o Kaizen Institute é uma consultora multinacional com escritórios em Portugal desde 1999, oferecendo suporte a líderes de negócios no desenho e implementação de processos que permitem a melhoria contínua (o significado da palavra japonesa Kaizen).

 

Em entrevista ao Negócios, publicada em Abril de 2012, o CEO da filial portuguesa, Euclides Coimbra, frisava que, mais do que aos trabalhadores, a baixa produtividade deve ser imputada aos gestores e que os clientes nacionais estão a pedir ajuda para lançar produtos em prazos mais curtos e sem derrapagens.

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