Economia Maioria dos portugueses considera pequeno o risco de atentados em Portugal em 2016

Maioria dos portugueses considera pequeno o risco de atentados em Portugal em 2016

Numa sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, 52,7% dos inquiridos dizem ser "pequena" a possibilidade de ataques terroristas no país este ano. Mas 58,4% consideram que as forças de segurança portuguesas não estão preparadas para evitar atentados.
Maioria dos portugueses considera pequeno o risco de atentados em Portugal em 2016
Bruno Simão/Negócios
Carla Pedro 08 de fevereiro de 2016 às 08:00

Um total de 52,7% dos inquiridos pela Aximage considera pequena a possibilidade de em Portugal acontecer, no corrente ano, um ataque terrorista. Já os que encaram como "média" essa hipótese são 34,2%, com apenas 11,6% a pensar que é "grande". Sem opinião ficaram 1,5%.


Por segmentação política dos inquiridos, os que consideram "pequena" a probabilidade de ataques este ano em Portugal (opção que recolheu o maior número de escolhas) votaram maioritariamente CDU (55,5%) nas últimas eleições legislativas, a 4 de Outubro, mas por uma pequena diferença em relação a quem votou noutras "cores" (50,9 abstiveram-se, 54,4% votaram PàF, 53,2% PS, 53% BE e 52,6% recaem na categoria OBN [Outros, brancos e nulos].

 

Por regiões, e também relativamente à maioria que não acredita em grandes probabilidades de atentados este ano em Portugal, a principal incidência está no Interior Norte Centro (57,5%), seguindo-se a Área Metropolitana do Porto (56,3%) e a de Lisboa (55,8%).

 

Por género, quem diz que a possibilidade de ataques terroristas em 2016 no país é pequena tem maior representação no sexo masculino (59,1%, contra 47,2% de mulheres). Já no que respeita ao grupo etário, a maior proporção está na faixa dos 18 aos 34 anos (58,1%) – ao passo que a faixa etária dos 50 aos 64 anos é a que mais votou na "grande" probabilidade de isso acontecer (14,3%).

 

Por escolaridade, quem considera a hipótese pequena tem maioritariamente a escolaridade mais do que obrigatória (59,4%), contra 44,7% dos que tem apenas a escolaridade obrigatória (ou menos).

 

No que diz respeito à preparação das forças de segurança portuguesas para prevenirem um ataque terrorista em Portugal, 41,6% dos inquiridos são de opinião que estão preparadas, ao passo que a maioria, 58,4%, diz que não estão.

 

De entre quem considera que "não estão preparadas", se analisarmos pelo voto de cada um dos inquiridos nas legislativas de Outubro, o Bloco de Esquerda assume um grande destaque, com 75,4%. Por região, é a Área Metropolitana do Porto que mais desconfia da preparação das forças de segurança (67%) – ao passo que a de Lisboa é quem mais confia (48,7%), logo seguida do Interior Norte Centro, com 47,3%.

 

Por sexo, são mais as mulheres a considerar que as forças de segurança portuguesas não estão preparadas (64,3%, contra 51,6% dos homens), enquanto na rubrica "estão preparadas" votaram mais homens (48,4%, contra 35,7% das mulheres).

 

Por outro lado, 60,5% de quem disse que as forças de segurança "não estão preparadas" tem a escolaridade mais que obrigatória (ao passo que 55,8% tem a escolaridade obrigatória ou menos).

 

Por último, a Aximage questionou os inquiridos sobre a frequência de assaltos na via pública, perguntando que percepção é que tinham, para os próximos meses, sobre esse tipo de crime. A maioria (52,1%) considera que a frequência dos roubos em plena rua vai manter-se, ao passo que 37,4% acha que vão aumentar. Apenas 7,5% pensa que vão diminuir e 3% disse não ter opinião sobre o assunto.

 

Por regiões, entre quem considera que vão aumentar, a maior proporção está no Interior Norte Centro (47,8%) e a menor está no Sul e Ilhas (27,1%). Já entre quem pensa que vão manter-se, a maior representação está no Sul e Ilhas (63,1%) e a menor no Litoral Norte (39,5%).

Ficha Técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 606 entrevistas efectivas: 287 a homens e 319 a mulheres; 56 no Interior Norte Centro, 86 no Litoral Norte, 103 na Área Metropolitana do Porto, 116 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 75 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 154 em vilas e 342 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 30 e 31 de Janeiro de 2016, com uma taxa de resposta de 86,4%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 606 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

 




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