Economia Manuel Clemente já é cardeal

Manuel Clemente já é cardeal

O patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, foi este sábado, 14 de Fevereiro, investido cardeal pouco depois das 10h30, hora de Lisboa, numa cerimónia na Basílica de São Pedro, no Vaticano, presidida pelo papa Francisco.
Manuel Clemente já é cardeal
Lusa 14 de fevereiro de 2015 às 11:40

Manuel Clemente, que desde quinta-feira participa em Roma numa reunião do Colégio de Cardeais para debater a reforma do governo da Igreja, é um dos 20 novos cardeais [15 eleitores e cinco não eleitores] anunciados pelo papa Francisco em Janeiro.

 

A cerimónia de investidura está a ser testemunhada por três membros do Governo e cerca de 300 portugueses que se deslocaram a Roma.

 

O patriarca de Lisboa passa, a partir de hoje, a colaborar mais directamente com o papa e a poder participar em futuras escolhas do líder da Igreja Católica.

 

Juntamente com Manuel Clemente serão também investidos o bispo Arlindo Gomes Furtado, de Cabo Verde, país que pela primeira vez tem um cardeal, e Júlio Duarte Langa, bispo emérito de Xai-Xai, Moçambique, que por ter mais de 80 anos não terá capacidade eleitoral.

 

O Estado português está representado na cerimónia pelo vice primeiro-ministro, Paulo Portas, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

 

Antes de atribuir o barrete cardinalíceo e o anel, o papa Francisco pediu aos novos cardeais da Igreja Católica para terem "um forte sentido de justiça" e instou-os a praticarem a caridade, alertando para os perigos da inveja e do orgulho.

 

Segundo Francisco, a caridade significa ser magnânimo e benevolente: "A magnanimidade é, em certo sentido, sinónimo de catolicidade. É saber amar sem limites, mas ao mesmo tempo com fidelidade nas situações particulares e com gestos concretos".

 

Advertiu ainda que os cardeais não estão imunes à tentação da inveja e do orgulho e, para a superarem, reiterou o seu apelo à caridade.

 

Francisco avisou ainda os cardeais para o perigo da raiva, considerando que é desculpável uma irritação momentânea, mas não o rancor, sublinhando também que ser-se cardeal é uma dignidade mas não uma distinção honorífica.




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