União Europeia Marcelo: A verdadeira Europa é a que acolhe os refugiados, não a dos populistas

Marcelo: A verdadeira Europa é a que acolhe os refugiados, não a dos populistas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que a verdadeira Europa, na qual ainda acredita, é a que acolhe os refugiados, honrando os valores com que foi fundada, e não a dos populistas.
Marcelo: A verdadeira Europa é a que acolhe os refugiados, não a dos populistas
Marcelo Rebelo de Sousa segura ao colo uma criança no Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) de apoio social, em Atenas, onde trabalham voluntários portugueses
EPA/Lusa
Lusa 14 de março de 2018 às 18:19

O chefe de Estado falava no último dia da sua visita de Estado à Grécia, no Serviço Jesuíta aos Refugiados, em Atenas, onde ouviu testemunhos de jovens voluntários portugueses da Plataforma de Apoio aos Refugiados, para quem pediu um aplauso, considerando que "são esplêndidos".

 

"Estamos unidos nesta posição, que é agradecer-vos", disse-lhes, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e pelos deputados Amadeu Albergaria, do PSD, Sofia Araújo, do PS, Álvaro Castelo Branco, do CDS-PP, Paulo Sá, do PCP, e José Manuel Pureza, do BE e vice-presidente da Assembleia da República.

 

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a missão destes jovens portugueses voluntários em Atenas e na ilha de Lesbos "representa bem e prestigia Portugal" e é "uma razão de orgulho".

 

Depois, falando em inglês, defendeu que, "se a Europa não está à altura deste desafio, então deixou de ser a Europa", porque "a Europa foi feita com os valores da dignidade humana, da justiça social, da paz".

 

"Há populistas que dizem o oposto, mas estão errados. A Europa deles não é a nossa Europa, não é a Europa. A verdadeira Europa é a vossa Europa, é a nossa Europa. Vale a pena lutar por essa Europa. Eu ainda acredito nos valores dessa Europa e acreditarei sempre. Essa Europa que vale a pena", afirmou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa contou que ao chegar a este centro jesuíta apercebeu-se de que uma vizinha tinha pendurado um pano em protesto contra a presença dos refugiados. "As pessoas tornam-se egocêntricas", lamentou.

 

O chefe de Estado acrescentou que gostava de falar com essa mulher para lhe perguntar se a "Grécia não teve também guerras civis, não esteve na II Guerra Mundial, com refugiados gregos", e salientar que qualquer pessoa pode um dia vir a ser refugiado ou vir a ter um membro da sua família refugiado.




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comentários mais recentes
JCG 14.03.2018

Acho que algumas posturas de Marcelo não são humanidade, são irresponsabilidade. Um indivíduo no exercício de um alto cargo deve separar as águas e não misturar emoções pessoais com critérios de Estado que devem ser responsáveis e congruentes. Quem decide quem entra na nossa casa somos nós...

Anónimo 14.03.2018

Vindo donde veio ninguém esperava que Marcelo fosse assim. Um exemplo de Humanidade para todo o Mundo seguir em Paz Progresso e Fraternidade.

Jornalista 14.03.2018

Meu caro Marcelo, devia passear nas cidades no centro e norte da Europa para ver com os seus olhos a perigosa criminalidade dos refugiados e logo compreendia porque é que o populismo cresce rapidamente. Leve bastantes guarda-costas, não quero que seja assaltado por árabes fanáticos.

JCG 14.03.2018

Pois é Prof Marcelo... o problema é em grande parte criado por políticos e comunicação social que confundem refugiados com imigrantes. Refugiados acolhem-se - há o dever humano de ajudar - e ajudam-se a voltar às suas origens quando for possível; imigrantes... depende da comunidade recetora...

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