Economia Marcelo acredita que Presidente da República não vai pedir fiscalização preventiva do Orçamento

Marcelo acredita que Presidente da República não vai pedir fiscalização preventiva do Orçamento

Comentador critica o “tom” com que Mário Soares se referiu à eventual ligação de Cavaco Silva ao BPN.
Marcelo acredita que Presidente da República não vai pedir fiscalização preventiva do Orçamento
Negócios 21 de outubro de 2013 às 00:40

Marcelo Rebelo de Sousa está convencido que o Presidente da República não vai pedir a fiscalização preventiva do orçamento e que já disse o “porquê” durante a visita ao Panamá.

 

O ex-líder do PSD acredita que Cavaco Silva vai aprovar o Orçamento do Estado, que assim, entrará em vigor a 1 de Janeiro e que depois seja o próprio ou a oposição a pedir a fiscalização sucessiva, que arrastará a decisão por mais uns meses.

 

“Desta forma, quando vier uma decisão do Tribunal Constitucional, porventura a chumbar os cortes à Função Pública, lá para Março, chegamos à troika e dizemos: agora só há uma maneira que é rever as metas do défice”, explicou Marcelo na TVI, que elogiou Cavaco por “neutralizar uma crise política e uma crise orçamental”. Contudo criticou o Governo por ter “renunciado” à reforma do Estado e, em vez disso, ter aprovado mais cortes “à última da hora”.

 

«O Governo aprova tudo à última da hora. Acha normal que até à última ainda estejam a ver onde cortam? Como não há uma linha lógica e renunciaram à reforma do Estado, não há gestão política possível”, afirmou.

 

No habitual comentário na TVI, Marcelo também criticou o “tom” com que Mário Soares se referiu à eventual ligação de Cavaco Silva ao BPN, considerando que o Presidente da República não devia ter respondido.

 

“Estamos habituados a críticas a Cavaco sobre o BPN, mas é a primeira vez que um antigo PR pede o julgamento do Presidente em funções. E sem trazer nada de novo, sem dizer que sabe coisas e que vai participá-las ao Ministério Público”, afirmou.

 

A declaração de Soares “mostra que há um tom muito duro, violento, crispado na vida política. A agressividade está a subir a um tom que não sei onde vamos parar”, lamentou Marcelo, acrescentando que preferia que “Cavaco não tivesse respondido”.

 




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