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Marcelo e Costa já discutiram regresso ao estado de emergência

O primeiro-ministro e o presidente da República estão em consonância na resposta à pandemia, com discursos alinhados.

Lusa
Negócios jng@negocios.pt 17 de Outubro de 2020 às 12:07
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"Eu disse, no 5 de Outubro, que o que se entender que tem de ser decidido será decidido". Foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da República, admitiu ao Expresso que estão todas as medidas em cima da mesa para travar a pandemia e que já discutiu com António Costa o regresso ao estado de emergência, argumentando que quando o primeiro-ministro quando fala dessa possibilidade o faz "porque se trata de uma matéria que tem sido apreciada nas conversas com o Presidente da República".

 

Estas declarações surgem depois de tanto o presidente, como o primeiro-ministro terem confirmado que estão disponíveis para implementar medidas mais restritivas do que as anunciadas na semana passada e de Costa ter apontado a possibilidade de um regresso ao estado de emergência. "Esperemos que isto não tenha de chegar ao ponto em que o Presidente da República tenha de voltar a declarar o estado de emergência", avisou.

 

Fechar a noite, obrigando as pessoas a confinamento obrigatório a partir de certa hora, tal como tem acontecido em vários países europeus, ou confinamentos locais são algumas das medidas equacionadas. O regresso ao estado de emergência será uma medida a adotar só em último caso, com o primeiro-ministro a alertar para os custos económicos e sociais desta decisão.

 

Também em entrevista ao Expresso, o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, avisou que o confinamento dever ser evitado: "O confinamento que fizemos determinou uma quebra no segundo trimestre de 16,8% do PIB".

 

"Mais importante do que a declaração do estado de calamidade, que autoriza o Governo a adotar medidas mais severas se for caso disso, é a determinação de que vamos ser mais exigentes no cumprimento das regras. E lembro que os países que estão a adotar medidas mais severas, como a Alemanha, fazem-no com medidas que sempre tivemos: diminuição da lotação dos restaurantes, limitação de horários de certas atividades...", disse Siza Vieira ao semanário.

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