Política Marcelo lança desafio ao Governo para o resto da legislatura

Marcelo lança desafio ao Governo para o resto da legislatura

O Presidente da República defende que no tempo que falta para o fim da legislatura é preciso criar mais riqueza e distribuí-la melhor. Marcelo diz que em Portugal há alternativas suficientes para evitar populismos.
Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios
O Presidente da República defendeu esta terça-feira, 25 de Abril, que é preciso "melhorar e muito" o que o país quer oferecer aos jovens e deixou um desafio para o Governo cumprir nos dois anos que faltam para o fim da legislatura: "maior criação de riqueza e melhor distribuição". Marcelo Rebelo de Sousa falava na sessão solene de comemoração do 25 de Abril de 1974, onde destacou o papel das instituições e a existência de "caminhos suficientemente opostos" para evitar populismos.

"Portugal não é um país perfeito", disse o chefe de Estado, acrescentando que "temos de melhorar e muito o que queremos oferecer aos jovens". 

"Os dois anos e meio que faltam terão de ser de maior criação de riqueza e de melhor distribuição", desafiou Marcelo Rebelo de Sousa. O crescimento económico tem sido um dos temas em que Marcelo se tem concentrado mais nos últimos tempos, numa altura em que se reduziram as preocupações em torno das finanças públicas.

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A 30 de Março, o Presidente disse que era preciso que Portugal crescesse além de 2%. No entanto, nesta legislatura esse objectivo não será cumprido. Segundo o Programa de Estabilidade, que o Governo entregou este mês no Parlamento, a economia deverá crescer este ano 1,8%, acelerando para 1,9% em 2018. Em 2019 - quando termina a legislatura -, a economia deverá aumentar 2%, ficando assim aquém dos objectivos de Belém.



Marcelo mostrou confiança de que tanto o Governo, como os partidos que o suportam no Parlamento, como as oposições estarão "atentos" a esta necessidade de mais progresso. Porém, alertou para os riscos presentes na vaga populista que é vista noutros países: "Somos uma pátria em paz com apreciável segurança, sem racismos e xenofobias", com uma "rede de instituições locais e um sistema político felxivel" e, por isso, "temos resistido à nova vaga populista". 

"Não trocamos o certo pelo icerto", antecipou, argumentando que "temos caminhos suficientemente opostos para nos semtirmos dispensados de caminhos sem regresso". 


Marcelo Rebelo de Sousa lançou também um desafio aos portugueses para que "nunca desistam do que andam a conquistar há mais de 40 anos", destacando que os portugueses constroem a democracia com o voto, nos partidos ou fora deles, "nunca deixando omitir direitos económicos e sociais", mas também quando "sentem que tudo fazem para sanear contas públicas" ou baixar a dívida. Esta conquista - que Marcelo atribuiu aos portugueses - foi o mote para o Presidente defender uma "visão descomplexadamente patriótica que dá sentido único à nossa democracia".  


Além disso, o Presidente apelou a que a instituições, onde se incluem os poderes políticos mas também os tribunais, trabalhem para que sejam evitadas tentações populistas. Importa que "todas as instituições entendam que devem ser muito mais transparentes (...) revendo-se, ajustando-se", já que os "extremismos alimentam-se das incompetências, das irresponsabilidades e da influência do poder económico no poder político". 

Em ano de autárquicas, marcadas para 1 de Outubro, o Presidente defendeu que o "poder local foi e é um fusível de segurança singular da nossa democracia". 

 

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(Notícia actualizada às 12:50 com mais declarações)



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