Economia Marcelo: Portugal estabilizou e dois anos depois estamos noutro país

Marcelo: Portugal estabilizou e dois anos depois estamos noutro país

"Portugal ultrapassou as dificuldades financeiras e económicas" e "a estabilização económica e financeira e política e institucional permitiu novos alicerces, mais fortes bases para a projecção cultural", disse esta quarta-feira o Presidente da República.
Marcelo: Portugal estabilizou e dois anos depois estamos noutro país
António Cotrim/Lusa
Lusa 16 de maio de 2018 às 21:41

O Presidente da República declarou, durante a inauguração oficial da "ARCOLisboa 2018", na Cordoaria Nacional em Lisboa, que Portugal se estabilizou nos últimos dois anos e é agora outro país, comparando a terceira edição da feira de arte contemporânea Arco em Lisboa com a primeira, de 2016.

 

Recordando o momento da primeira edição portuguesa da feira internacional de arte contemporânea de Madrid, na "transição da primavera para o Verão de 2016", o chefe de Estado afirmou que "a memória das pessoas é curta, mas aqueles tempos eram tempos ainda de incógnita, de dúvida".

 

No seu entender, entretanto, "Portugal ultrapassou as dificuldades financeiras e económicas" e "a estabilização económica e financeira e política e institucional permitiu novos alicerces, mais fortes bases para a projecção cultural".

 

"Dois anos depois - não é dez anos depois, não é vinte anos depois - parece que estamos noutro país e parece que estamos noutra Arco", prosseguiu, considerando: "Mas estamos mesmo. Estamos mesmo noutro país e estamos mesmo noutra Arco".

 

Em seguida, enquanto visitava as dezenas de galerias da exposição, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre o anúncio feito pelo primeiro-ministro, António Costa, da criação de uma autoridade nacional contra a violência no desporto, mas não quis voltar ao tema das agressões a jogadores e equipa técnica do Sporting na Academia de Alcochete.

 

"Eu hoje sobre matéria de violência no desporto já falei uma vez. É uma violência para mim falar segunda ou terceira vez no mesmo dia", justificou.

 

O Presidente da República escusou-se, por isso, a responder se já decidiu se irá ou não estar presente na final da Taça de Portugal, entre o Sporting Clube de Portugal e o Desportivo das Aves, no domingo, no Estádio Nacional.

 

"Eu disse que, quando decidisse, se decidisse falar, falaria. Mas há mais dias além de hoje. Aqui estamos na Arco, é outra arte. Não é que o desporto não seja uma arte, mas aqui é outra arte", acrescentou.

 

No discurso que fez nesta inauguração, Marcelo Rebelo de Sousa apontou a criação da feira internacional de arte contemporânea de Madrid, nos anos [19]80, como "um sinal da potência, da capacidade de afirmação e da projecção cultural da Espanha na Europa e no mundo" pós-democracia.

 

"A Arco em Portugal arrancou muito mais tarde, mas também arranca num momento que não é ocasional", referiu, relatando que em 2016 o comité executivo espanhol manifestava "dúvidas ainda sobre se [esta iniciativa] teria sucesso, dependendo da evolução económica e financeira de Portugal".

 

Segundo o Presidente da República, da parte espanhola "havia uma solidariedade que esperava por confirmação" e efectivamente "chegou a confirmação".

 

O chefe de Estado disse que, quando estiver com o rei de Espanha, Felipe VI, na segunda-feira, em Salamanca, lhe dará conta de "como deu certo, como é um sucesso" a Arco em Lisboa, e prognosticou a esta feira décadas de existência e expansão.

 

Nesta intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou que o preço das obras de arte exibidas na Arco esteja actualmente fora do seu alcance.

 

Depois, durante a visita à exposição, o Presidente destacou duas peças que gostaria de comprar, "uma pequena obra de um artista português, que custava dois mil euros" e "era comprável, apesar de tudo", e outra da qual nem perguntou o preço.




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mais votado saraiva14 Há 1 semana

Este, para além dos afectos, também gosta muito de contar anedotas! (Só espero que ele não acredite mesmo no que diz, pois isso ainda seria muito mais grave do que contar anedotas!)

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Anónimo Há 1 semana

Pois sim, e vamos estar no País diferente e não tarda muito e lá virá outro "Passos Coelho" por ordem na casa para a seguir alguém vir colher os louros. A desp c a função publica vai aumentar assustadoramente, o crescimento a abrandar e as elites a continuar a rolar despudoradamente. 2011 não tarda.

Lol Há 1 semana

Bastou correr com a corja de direita que queria o mal e o Diabo para Portugal

Tá explicado... Há 1 semana

O Malselfie vive numa realidade paralela.
Onde aldrabice e a mentira é legal, onde a falta de vergonha perverte o raciocínio, e tudo o que é falso é tido como real. Só o interesse individual conta, acima de tudo o EU, Portugal para esta gentinha interesseira, mascarada de política, não existe...

saraiva14 Há 1 semana

Este, para além dos afectos, também gosta muito de contar anedotas! (Só espero que ele não acredite mesmo no que diz, pois isso ainda seria muito mais grave do que contar anedotas!)

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